segunda-feira, 20 de julho de 2026

Chapada Diamantina: Pico do Barbado e Cachoeiras na região de Piatã – BA

Pico do Barbado e Cachoeiras na região de Piatã – BA (Chapada Diamantina)

Vou relatar a seguir uma parte da viagem que fiz para a Bahia, mais especificamente pra Piatã, na região da Chapada Diamantina. Fui com minha mãe e viajamos de carro justamente pra ter uma autonomia maior, apesar de ser cansativo pegar estrada por 2 dias diretos, enfrentando sol e chuva; por vez até um certo trânsito. Mas, por fim, valeu a pena demais.

Fomos no final de ano, tive 15 dias de recesso do trabalho e por isso era hora de colocar o plano em ação. No caso minha mãe é nascida em Piatã e por muitos anos não havia mais visitado o local. Então, se da minha parte eu iria curtir um pouco de aventura nas trilhas, pudemos também rememorar histórias de parentes em visitas e conversas.

Pode-se dizer que esses atrativos que relatarei aqui não são os mais visitados em termos turísticos de Chapada Diamantina, mas ainda assim são belos roteiros pra se fazer.

Do Pico do Barbado - BA


Dia 23/12/2025 – Cachoeira do Cochó e Cachoeira do Patrício (de carro)

https://pt.wikiloc.com/trilhas-carro/cachoeira-do-cocho-e-cachoeira-do-patricio-com-partida-em-piata-bahia-244555898

Dia 24/12/2025 – Trilha para o Pico do Barbado (bate e volta)

https://pt.wikiloc.com/trilhas-trekking/pico-do-barbado-com-partida-em-catole-sabambaia-de-cima-244655812

Dia 25/12/2025 – Trilha para a Cachoeira do Michilânia

https://pt.wikiloc.com/trilhas-trekking/cachoeira-do-michilania-ouro-verde-catoles-abaira-piata-ba-244721197

Só no dia 22/12 que chegamos no centro de Piatã. No primeiro dia de viagem pegamos trânsito parado (completamente parado) em dois trechos da Fernão Dias, um na chegada de Extrema e outro já perto de Três Corações – MG. Ambos foi devido a acidentes e com o volume alto de carro, deu no nisso: horas de atraso. Com isso o plano inicial já foi alterado. Se no primeiro dia eu queria ter chagado até Montes Claros, no máximo que deu foi um pouco depois de BH, Contagem eu acho.

Decidimos que não compensava parar em pousada ou hotel após esse atraso, então o jeito foi procurar um posto pra fazer uma pausa e acordar bem cedo e seguir viagem no intuito de descontar o tempo não rodado no primeiro. No segundo dia preferimos parar perto de Monte Azul, ainda estaríamos há 5 horas de Piatã. Um ponto bom é que as estradas não eram ruins, eu imaginava que seria uma viagem muito cadenciada, mas não foi. Mesmo que ao cruzar a fronteira de MG/BA a pista era de uma mão, então eu deveria fazer ultrapassagens de ônibus e caminhões. Enfim, tudo correu bem tranquilo. Destaque imenso pra serra do espinhado em boa parte da viagem, algumas montanhas inclusive já pesquisei pois um dia quem sabe – Serra Nova, Serra Talhada, etc.

Assim sendo, no dia 23/12 eu já estava partindo pra um rolê de cachoeiras, só pra aquecer rs. Com isso, de carro mesmo, decidi ir pra Cachoeira do Cochó e depois pra Cachoeira do Patrício.

Cochó


Cachoeira do Cochó

Visitar a Cachoeira do Cochó foi uma experiência marcada pelo contato direto com a natureza e pela tranquilidade do ambiente. Pois cercada por belas paisagens, forma um cenário ideal para relaxar, apreciar as águas cristalinas e contemplar a vegetação da região. O som da queda d'água, aliado à atmosfera acolhedora do local, proporcionou aquele tão esperado momento de descanso, aventura e conexão com as riquezas naturais baianas.

Saindo do centro de Piatã, peguei a BR148 sentido Boninal e depois de uns 9km acessei uma estrada à esquerda, a BA560. Nessa rodovia percorri mais 5km e acessei à direita, já numa estrada de chão batido. Dali foi só seguir mais alguns quilômetros. A dica aqui é colocar o roteiro no google maps que segue direitinho, ou usar o próprio wikiloc, vou deixar o link do que eu gravei. No mais, desconheço transporte público para a região. Enfim, partindo do centro de Piatã são 10 km de asfalto e 14 km de estrada de terra.

É possível nadar tranquilamente na Cachoeira do Cochó, pois além de possuir uma bela queda d’água de uns 12 metros de altura e águas cristalinas, tem um poço rodeado por uma prainha de areias claras. Nessa visita estava bem vazia, mas nos finais de semana costuma lotar e alterar um pouco a coloração da água. Como dito, seu acesso de carro é feito por uma estrada de terra em boas condições e depois é só seguir por uma trilha curta, sem desnível e de fácil acesso. Com isso, é muito prático de se visitar. Não há cobrança de taxa, apesar de estar localizada numa propriedade particular. Também não visualizei nenhum serviço de bar/lanchonete/mercado no local. Leve seus lanches.

Patrício


Cachoeira do Patrício

A Cachoeira do Patrício destaca-se por sua beleza cênica, águas cristalinas e ambiente preservado. Sua fauna diversificada inclui aves, pequenos mamíferos e outros animais típicos da Chapada Diamantina, tornando a visita uma excelente oportunidade de contato com a natureza. Com uns 30 metros de altura, a cachoeira está cercada por matas ciliares e paredões rochosos. Essa tem uma trilha pra se chegar, nada muito extenso, mas não chega a ser tão prático e curta como chegar na cachoeira do cochó. Possui um poço também e possível sentir a águas descendo forte pra um banho gelado e revigorante. Coo eu já havia me banhado na cochó, nessa eu fiquei pra contemplação.

Se utilizar como referência o centro de Piatã são 10km de asfalto e 12 km de estrada de terra. Mas como eu emendei a partir do Cochó, então a dica é seguir o wikiloc que gravei ou colocar no próprio google maps. É de boa!

É possível e muito bom – pena que não deu tempo nesse dia – ir pra outras quedas mais abaixo, Da lua e também das Escadas. Eu tinha olhado pelo mapa, mas nessa ocasião não deu.

visual do barbado

Barbado


Pico do Barbado – dia 24/12/25

É cume mais alto da região Nordeste do Brasil. Parti de Vargem, Piatã - Bahia. Com isso, fui de carro até o Mirante Catolés de Cima, onde se iniciou a caminhada...

Saí da roça e fui pra cidade em Piatã e de lá joguei no mapa google pra chegar até o mirante Catolés. O trecho na rodovia 148 foi asfaltado em boas condições, depois, ao virar à direita, no portal de Ouro Verde, que indica a direção do Pico do Barbado, daí a estrada fica de chão batido, o pó da estrada rs.

Passei por alguns vilarejos, lugares agradáveis por demais até chegar no Mirante Catolés de Cima, a estrutura me surpreendeu, tinha banheiros, banquinhos e até wifi livre pra poder carregar o mapa da trilha numa boa. Entrada gratuita!

Agora sobre a viagem até lá eu deveria ter saido mais cedo da roça, pois a intenção era subir o Barbado e logo depois o Pico do Elefante, de acordo com o tracklog que baixei, mas enfim...fiz o Barbado e fiquei super contente.

A trilha é só subida mesmo, e com a temperatura mais quente, pra mim foi uma subida cautelosa, lenta e com várias paradas, no km final da subida se dá uma sequência de escalaminhada, não teve perigo momento algum, foi só ter paciência e ir apreciando o lugar. (E claro: prestar atenção nos totens e no mapa que estiver seguindo).

Levei 3 litros de água e assim não precisei abastecer no trajeto. (Talvez seja preciso usar clorin nos pontos de água, existem animais pastando na trilha).

Nesta data não tinha ninguém na trilha, só na volta, já no meio da descida, que um trilheiro passou por mim indo acampar no pico, era véspera do natal.

O visual é magnifico, 360° só de montanhas ao redor, pena que conheço pouco a região da Chapada Diamantina, eis o primeiro contato, mas acredito ter reconhecido a Serra da Tromba rs.

Obs: Tem um livro de registro meio que camuflado na parte de baixo da rocha marcada de cume.

Em suma, “a visita ao Pico do Barbado, na Chapada Diamantina, proporciona uma experiência única de contato com a natureza e superação pessoal. Com 2.033 metros de altitude, é o ponto mais alto da Bahia e de todo o Nordeste brasileiro. A trilha até o cume revela paisagens deslumbrantes, campos de altitude, formações rochosas e vistas panorâmicas que recompensam o esforço da caminhada, tornando o passeio inesquecível para os amantes do ecoturismo e do montanhismo.”

 

Michilânia

Cachoeira do Michilânia – 25/12/25

Cachoeira da Michilania, Ouro Verde, Bahia.

Ouro Verde é um povoado situado no município de Abaíra, na região da Chapada Diamantina, tendo a Serra da Tromba como vizinha. Fica também no caminho pra quem vai pra Catolés e pro Pico do Barbado. Então pra se chegar lá usei a mesma entrada na BA148 da vez que fui pro Pico do Barbado.

Partindo de Piatã, joguei no google maps: "Cachoeira da Michilania" e então fui de carro até uma barragem/ponte na comunidade do funil, uns 4km antes da cachoeira, a partir de então fui a pé.

A entrada é gratuita e a trilha é fácil e agradável. Algumas poucas bifurcações que, se seguindo um mapa, não tem erro. Por vezes é possível ver o rio no lado direito e passar por alguns pouco moradores.

Todo o ambiente e o visual ao redor é sensacional e após 1 hora de caminhada suave chega-se nas areias da Cachoeira da Michilania. Isso mesmo, há um bom trecho na base da cachoeira com aquelas areias de praia, e um amplo espaço para acampamentos, descanso e picnics.

É possível nadar no seu poço, mas pra quem não sabe nadar ou não tem tanta confiança, tem uma queda bem relaxante bem na ponta esquerda, pra quem olha de frente.



Enfim, mais um lugar incrível na parte ainda menos visitada da Chapada Diamantina.

- trilheiro: Fuca

- leve água e um lanche leve de trilha.

- use calcados fechados na caminhada.

- não deixe lixo no local nem no caminho (lá estava tudo bem limpo)

- respeite os moradores locais.

- boa parte da estrada é de terra (o pó da estrada) e fui de carro sedan compacto, algum trecho foi preciso ir mais devagar, com atenção devido a buracos.

- o lugar que estacionei o carro não tive problemas, região tranquila.

Conclusão

Eis aí o que considero a primeira parte dessa visita aventureira pela Chapada Diamantina. É também minha primeira caminhada pelo nordeste. Nesse contexto, como dito no início, eu visitei parentes e conhecidos da minha mãe e o pessoal de Piatã foi muito receptivo, incrível demais. No próximo capítulo relatarei a parte derradeira, em termos de trilha, dessa viagem. Fiz o Vale do Pati em 3 dias, uns dos maiores desafios da minha vida.

Péde natureza! TMJ.

Queda Patrício

Estrada na volta


terça-feira, 18 de novembro de 2025

Núcleo Caboclos e Ouro Grosso – PETAR – SP

PETAR, que é a sigla de Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira, é uma preciosidade localizada no sul do estado de São Paulo e que detém uma boa parte de Mata Atlântica preservada e mais de 300 cavernas. Não pra menos, é considerado um patrimônio da humanidade, reconhecido pela UNESCO e um destino bem difundido nos meios trilheiros e amantes do ecoturismo.

Criado em 1958, o parque possui quatro núcleos de visitação: Santana, Ouro Grosso, Casa de Pedra e Caboclos. Dessa vez eu visitei num dia o Núcleo Caboclos e no outro, o Núcleo Ouro Grosso.

Chuveiro na TEMIMINA

De acordo com o site PetarSP, “o Núcleo Caboclos foi o primeiro núcleo de visitação a ser criado e está localizado na parte alta do PETAR SP divisa entre Apiaí e Iporanga. Porém, é o que possui menor infraestrutura, mas sendo o único que há um espaço para montagem de barracas, dois banheiros e dois chuveiros. Não há pousadas, bares nem energia elétrica, portanto não há banho quente.” Ou seja, este núcleo se encontra bem ao centro do PETAR, numa área mais isolada dos demais núcleos. No entanto, abriga várias cavernas lindas, tais como: Temimina, Desmoronada e Pescaria. É o único núcleo de visitação do parque que possuí em seu interior área para camping, com lavanderia, banheiros e sanitários, sob administração da direção do parque. É cobrada uma taxa de visitação.

Para chegar no Núcleo Caboclos, saindo do Bairro da Serra em Iporanga, seguimos até Apiaí e de lá mais alguns quilômetros até a portaria do núcleo, variando entre estrada asfaltada e parte de terra batida, num total de 75km. (vide o trajeto gravado por uma trilheira - https://pt.wikiloc.com/trilhas-off-road/acessos-inicio-da-trilha-da-caverna-temimina-apiai-e-bairro-da-serra-petar-36810289 )

Já o Núcleo Ouro Grosso fica no bairro da Serra mesmo (Vale do Betari), tem um centro de Educação Ambiental que envolve os habitantes locais, além do atendimento aos grupos que executam trabalhos de interpretação ambiental, possuindo um pequeno museu com utensílios tradicionais da região. Com isso, é lá que fica a caverna Ouro Grosso. Também faz parte desse núcleo a Caverna do Alambari de Baixo, que tem uma trilha junto com o rio dentro da Caverna.

A maioria das cavernas deve ser acompanhada por guias locais, inclusive os dois roteiros que fui. Então, dias antes de ir, entrei em contato com uma agência local e tive uma ótima experiência com a Mono Turismo & Aventura.



Relato

Eu tinha um fim de semana para aproveitar e uma vontade tremenda de tirar um grande roteiro da lista, ou pelo menos cumpri-lo parcialmente, que era o de ir para o PETAR. Essa coisa de obrigatoriedade de guia me fez postergar um bom tempo, mas chegando lá percebi de fato a necessidade. Não sei se a sensação foi só pelo fato de eu ter ido com um guia muito bom, o Ivo. A agência também foi bem útil e gostei por ser realmente as pessoas locais que estavam à frente do negócio. O site deles já tinha relatado o grosso dos pacotes e com preços e tal. Como seria minha primeira vez nas cavernas do PETAR, eu tava pensando no roteiro mais basicão mesmo, na humilde, pois eu curto ir conhecendo aos poucos também. No entanto, no meu contato, ele ofertaram um outro pacote, ao invés do Núcleo Santana (mais próximo do bairro Serra) e o Ouro Grosso, ficaria o Núcleo Caboclos e Ouro Grosso.

Assim eu fechei, ainda mais quando foi disso que desse modo teríamos uma trilha em meio à mata atlântica. Adivinharam na certa a minha vontade, mesmo sem querer. Paguei R$ 380,00 no pix, preenchi um formulário e li as instruções. Dentre elas, tinha o de levar trajes de banho, mas que não podia entrar nas cavernas de camiseta regata, nem de bermuda, e com calçados fechados. Foi dito também que o transporte até o núcleo seria com o veículo particular. No geral foi isso. Numa sexta, após a faculdade, fui dormir direto.

 

19/07/2025 – Núcleo Caboclos

Despertei na madrugada, passou muito rápido o tempo de descanso, mas eu tinha hora marcada, 05h30 na frente da agência para pegar o guia, encontrar com o outro grupo que ia junto e seguir mais uns 70km até o núcleo Ouro Grosso. A viagem de São Paulo até Iporanga foi pela Rodovia Regis Bittencourt, que estava neblinada em vários trechos, mas no geral foi uma viagem tranquila.

Cumpri o horário e teria apenas um casal pra chegar e ir junto, outro grupo tinha desistido ao saber da caminhada que teríamos que fazer. Esse casal quando ficou sabendo dos 70km quase que queria desistir também. Realmente é um pouco mais distante, porém a minha vontade de estar ali sobressaía qualquer percalço sobre o cansaço da viagem. No entanto, pra quem não tá na sede de ir fica meio ressabiado.

Eu já tava maravilhado com o clima do Bairro Serra, sentir aquele ar já tinha dado uma revigorada boa. Mal sabia que tava só começando a aventura em meio a um ambiente belíssimo. 


Portal

Jardim Suspenso











Ao chegarmos na portaria do Núcleo Caboclos, assinados o caderno do monitor que mora por lá, ouvimos algumas de suas histórias – inclusive com onças da região. Depois disso pudemos seguir mais alguns quilômetros até estacionar na entrada trilha. Agora ia começar a brincadeira, mas sem antes ouvir as instruções do Ivo, nosso guia.

A região do PETAR é propícia para desenvolver cavernas, por isso o número delas sempre acaba aumentando, sendo uma área que é palco para diversas pesquisas e estudos. Para os habitantes locais o turismo é uma boa fonte, eles estão muito bem preparados para receber seus visitantes e acaba por se tornar também um turismo de base comunitária. Todavia, tem possibilidades para todos os gostos e bolsos.



Iniciamos nossa caminhada imersos no diferencial que esse núcleo nos proporcionara, a experiência de mergulhar na Mata Atlântica. E Ivo seguia nos contando muito sobre o local com seu conhecimento multidisciplinar. A trilha em si tava tranquila, bem batida e não muito fechada. Ou seja, eu poderia caminhar em pé numa boa (sem ter que ficar me agachando). Sobre subidas e descidas o que posso dizer é que apenas na volta tem uma ascensão que exige um pouco mais de esforço, mas é uma trilha que vai adultos, crianças e idosos também.

O meu tracklog eu gravei até o Salão de entrada da caverna, pois tenho ciência que não funciona nesses locais e decidi então paralisar ali. Foram 5km até a caverna, o tempo nublado e ainda assim o local surpreendia.

https://pt.wikiloc.com/trilhas-trekking/petar-nucleo-caboclos-caverna-temimina-19-07-25-222710634

 

Na real, uma das mais fantásticas experiências da minha vida estava prestes a acontecer ao adentrar todo o complexo da Caverna Temimina. Logo de início veio o Jardim Suspenso, que em dias ensolarados impressiona mais ainda esses meros seres que aparecem para visita-lo. De acordo com a Mono, o Jardim Suspenso... “é um enorme salão com abertura no teto, formando uma claraboia que permite a entrada de luz e sustenta diversas espécies de plantas, criando verdadeiro jardim ornamentado.” Tudo isso só pra começar, pois internamente “há uma grande diversidade de espeleotemas, como estalactites, estalagmites, cortinas e pérolas.”

Entre estes espeleotemas, temos o que é chamado de “chuveiro”, talvez a atração mais instagramável do local, e onde obvio forma uma certa fila pra tirar fotos dessa grande loucura proporcionada pela natureza. Algo tão magnifico é formado pela deposição de carbonatos e cálcio nas bordas de um intenso fluxo subterrâneo, criando assim uma espécie de ducha no teto da caverna. Ouse já, é natural é 24h de água caindo, retos e constantes. Só fiquei imaginando as primeiras pessoas que viram isso, pois no escuro nada se percebe, mas ocorre uma iluminação através das lanternas, aí o cenário muda completamente. Um show de fato!


caverna

Chuveiro

Enfim, a caminhada nessa caverna é muito agradável, bem espaçosa e o nosso guia sabia bem as posições das fotos. Nisso eu tive outra sorte, pois tive colegas de trilha, o casal, que possuíam uma câmera bem melhor que a minha pra tirar as fotos, daí fizeram essa gentileza!

Nossa volta foi bem rápida também, fizemos a trilha numa estilingada só. Eles não estavam contando com os mais de 70km de deslocamento da agência até a portaria do parque, e por isso estavam com o tempo contado para a volta. Pra mim também foi útil essa volta rápida, pois eu havia dormido bem pouco e encarado uma viagem de mais de 5 horas.

Já era bem de noite quando eu me encostei no camping, pra descansar um capote!

 

20/07/2025 – Núcleo Ouro Grosso

Acordei cedo, não com o tempo de folga que eu tanto queria, isso porque no camping tinha um bom café da manhã e um papo super interessante com o proprietário do Camping Moria, que, inclusive, tem uma infraestrutura bacana e fica aqui indicado como opção. Fiquei ouvindo as histórias culturais da região que quase me atrasei pro encontro na porta da agência para mais um dia de aventura.

Marcado pras 07h45 ou 08h cheguei bem em cima da hora, eu ainda meio ofegante do pique rápido que dei, o Ivo – nosso guia – logo disse: “Vc não esqueceu o capacete, né?” Ops, eu havia esquecido, sim. Sorte que o camping se situa a poucos metros dali.

queda


riozin

Dessa vez apenas duas pessoas pra fazer esse trecho do dia. A moça muito gente boa nem ficou com raiva do meu pequeno esquecimento e assim nossa caminhada partiu num clima agradável, o dia era pro Núcleo Ouro Grosso. Neste tem a Caverna Ouro Grosso, que é formada por uma sucessão de cachoeiras e poços – alguns deles profundos. Então a visitação fica somente até a primeira cachoeira. Já a outra caverna do dia, a Caverna do Alambari de Baixo, “é formada por um amplo salão na entrada e uma galeria fluvial, com um rio ativo. O passeio segue por este rio até a ressurgência, por uma saída apertada no pé da montanha” (Mono).

Nesse dia a caminhada foi mais pelo bairro rural, pudemos passar pelos estabelecimentos dos habitantes locais, comprar mel, palmito em conserva – de plantação local, etc. O guia Ivo sempre muito paciente e explicando muitas coisas da região, daí fizemos uma parada na árvore com cheiro de alho. Show! E depois entramos na caverna e dessa vez quem salvou nas fotos foi a colega trilheira do dia, a Mariana. Mais um agradecimento! Pois, afinal, caverna com cachoeira dentro dela, e ter que atravessar um rio meio que se agachando na caverna não é pra menos, um desafio e aventura pra guardar na memória e nos registros com muito entusiasmo!

Mais à tarde, de volta ao camping, foi tempo de um breve descanso pra depois pegar estrada de volta pra São Paulo, satisfeito com esse glorioso fim de semana no PETAR. Até uma próxima! Pé de natureza!

Vídeos curtos sobre esse rolê:

https://youtube.com/playlist?list=PLTpd6B8CHfMiA20SA0sbBymQ9OTkU5p_X&si=QzuAVr1FE1IU9RYL


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