Pico do Barbado e Cachoeiras na região de Piatã – BA (Chapada Diamantina)
Vou relatar a seguir uma parte da viagem que fiz para a
Bahia, mais especificamente pra Piatã, na região da Chapada Diamantina. Fui com
minha mãe e viajamos de carro justamente pra ter uma autonomia maior, apesar de
ser cansativo pegar estrada por 2 dias diretos, enfrentando sol e chuva; por
vez até um certo trânsito. Mas, por fim, valeu a pena demais.
Fomos no final de ano, tive 15 dias de recesso do trabalho e
por isso era hora de colocar o plano em ação. No caso minha mãe é nascida em
Piatã e por muitos anos não havia mais visitado o local. Então, se da minha
parte eu iria curtir um pouco de aventura nas trilhas, pudemos também rememorar
histórias de parentes em visitas e conversas.
Pode-se dizer que esses atrativos que relatarei aqui não são os mais visitados em termos turísticos de Chapada Diamantina, mas ainda assim são belos roteiros pra se fazer.
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| Do Pico do Barbado - BA |
Dia 23/12/2025 – Cachoeira do Cochó e Cachoeira do Patrício
(de carro)
Dia 24/12/2025 – Trilha para o Pico do Barbado (bate e
volta)
Dia 25/12/2025 – Trilha para a Cachoeira do Michilânia
Só no dia 22/12 que chegamos no centro de Piatã. No primeiro
dia de viagem pegamos trânsito parado (completamente parado) em dois trechos da
Fernão Dias, um na chegada de Extrema e outro já perto de Três Corações – MG.
Ambos foi devido a acidentes e com o volume alto de carro, deu no nisso: horas
de atraso. Com isso o plano inicial já foi alterado. Se no primeiro dia eu
queria ter chagado até Montes Claros, no máximo que deu foi um pouco depois de
BH, Contagem eu acho.
Decidimos que não compensava parar em pousada ou hotel após
esse atraso, então o jeito foi procurar um posto pra fazer uma pausa e acordar
bem cedo e seguir viagem no intuito de descontar o tempo não rodado no
primeiro. No segundo dia preferimos parar perto de Monte Azul, ainda estaríamos
há 5 horas de Piatã. Um ponto bom é que as estradas não eram ruins, eu
imaginava que seria uma viagem muito cadenciada, mas não foi. Mesmo que ao
cruzar a fronteira de MG/BA a pista era de uma mão, então eu deveria fazer
ultrapassagens de ônibus e caminhões. Enfim, tudo correu bem tranquilo.
Destaque imenso pra serra do espinhado em boa parte da viagem, algumas
montanhas inclusive já pesquisei pois um dia quem sabe – Serra Nova, Serra
Talhada, etc.
Assim sendo, no dia 23/12 eu já estava partindo pra um rolê de cachoeiras, só pra aquecer rs. Com isso, de carro mesmo, decidi ir pra Cachoeira do Cochó e depois pra Cachoeira do Patrício.
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| Cochó |
Cachoeira do Cochó
Visitar a Cachoeira do Cochó foi uma experiência marcada
pelo contato direto com a natureza e pela tranquilidade do ambiente. Pois cercada
por belas paisagens, forma um cenário ideal para relaxar, apreciar as águas
cristalinas e contemplar a vegetação da região. O som da queda d'água, aliado à
atmosfera acolhedora do local, proporcionou aquele tão esperado momento de
descanso, aventura e conexão com as riquezas naturais baianas.
Saindo do centro de Piatã, peguei a BR148 sentido Boninal e
depois de uns 9km acessei uma estrada à esquerda, a BA560. Nessa rodovia
percorri mais 5km e acessei à direita, já numa estrada de chão batido. Dali foi
só seguir mais alguns quilômetros. A dica aqui é colocar o roteiro no google
maps que segue direitinho, ou usar o próprio wikiloc, vou deixar o link do que
eu gravei. No mais, desconheço transporte público para a região. Enfim, partindo
do centro de Piatã são 10 km de asfalto e 14 km de estrada de terra.
É possível nadar tranquilamente na Cachoeira do Cochó, pois além de possuir uma bela queda d’água de uns 12 metros de altura e águas cristalinas, tem um poço rodeado por uma prainha de areias claras. Nessa visita estava bem vazia, mas nos finais de semana costuma lotar e alterar um pouco a coloração da água. Como dito, seu acesso de carro é feito por uma estrada de terra em boas condições e depois é só seguir por uma trilha curta, sem desnível e de fácil acesso. Com isso, é muito prático de se visitar. Não há cobrança de taxa, apesar de estar localizada numa propriedade particular. Também não visualizei nenhum serviço de bar/lanchonete/mercado no local. Leve seus lanches.
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| Patrício |
Cachoeira do Patrício
A Cachoeira do Patrício destaca-se por sua beleza cênica,
águas cristalinas e ambiente preservado. Sua fauna diversificada inclui aves,
pequenos mamíferos e outros animais típicos da Chapada Diamantina, tornando a
visita uma excelente oportunidade de contato com a natureza. Com uns 30 metros
de altura, a cachoeira está cercada por matas ciliares e paredões rochosos. Essa
tem uma trilha pra se chegar, nada muito extenso, mas não chega a ser tão
prático e curta como chegar na cachoeira do cochó. Possui um poço também e
possível sentir a águas descendo forte pra um banho gelado e revigorante. Coo
eu já havia me banhado na cochó, nessa eu fiquei pra contemplação.
Se utilizar como referência o centro de Piatã são 10km de
asfalto e 12 km de estrada de terra. Mas como eu emendei a partir do Cochó,
então a dica é seguir o wikiloc que gravei ou colocar no próprio google maps. É
de boa!
É possível e muito bom – pena que não deu tempo nesse dia – ir pra outras quedas mais abaixo, Da lua e também das Escadas. Eu tinha olhado pelo mapa, mas nessa ocasião não deu.
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| visual do barbado |
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| Barbado |
Pico do Barbado – dia
24/12/25
É cume mais alto da região Nordeste do Brasil. Parti de
Vargem, Piatã - Bahia. Com isso, fui de carro até o Mirante Catolés de Cima,
onde se iniciou a caminhada...
Saí da roça e fui pra cidade em Piatã e de lá joguei no mapa
google pra chegar até o mirante Catolés. O trecho na rodovia 148 foi asfaltado
em boas condições, depois, ao virar à direita, no portal de Ouro Verde, que
indica a direção do Pico do Barbado, daí a estrada fica de chão batido, o pó da
estrada rs.
Passei por alguns vilarejos, lugares agradáveis por demais
até chegar no Mirante Catolés de Cima, a estrutura me surpreendeu, tinha
banheiros, banquinhos e até wifi livre pra poder carregar o mapa da trilha numa
boa. Entrada gratuita!
Agora sobre a viagem até lá eu deveria ter saido mais cedo
da roça, pois a intenção era subir o Barbado e logo depois o Pico do Elefante,
de acordo com o tracklog que baixei, mas enfim...fiz o Barbado e fiquei super
contente.
A trilha é só subida mesmo, e com a temperatura mais quente,
pra mim foi uma subida cautelosa, lenta e com várias paradas, no km final da
subida se dá uma sequência de escalaminhada, não teve perigo momento algum, foi
só ter paciência e ir apreciando o lugar. (E claro: prestar atenção nos totens
e no mapa que estiver seguindo).
Levei 3 litros de água e assim não precisei abastecer no
trajeto. (Talvez seja preciso usar clorin nos pontos de água, existem animais
pastando na trilha).
Nesta data não tinha ninguém na trilha, só na volta, já no
meio da descida, que um trilheiro passou por mim indo acampar no pico, era
véspera do natal.
O visual é magnifico, 360° só de montanhas ao redor, pena
que conheço pouco a região da Chapada Diamantina, eis o primeiro contato, mas
acredito ter reconhecido a Serra da Tromba rs.
Obs: Tem um livro de registro meio que camuflado na parte de
baixo da rocha marcada de cume.
Em suma, “a visita ao Pico do Barbado, na Chapada
Diamantina, proporciona uma experiência única de contato com a natureza e
superação pessoal. Com 2.033 metros de altitude, é o ponto mais alto da Bahia e
de todo o Nordeste brasileiro. A trilha até o cume revela paisagens
deslumbrantes, campos de altitude, formações rochosas e vistas panorâmicas que
recompensam o esforço da caminhada, tornando o passeio inesquecível para os
amantes do ecoturismo e do montanhismo.”
Cachoeira do Michilânia – 25/12/25
Cachoeira da Michilania, Ouro Verde, Bahia.
Ouro Verde é um povoado situado no município de Abaíra, na
região da Chapada Diamantina, tendo a Serra da Tromba como vizinha. Fica também
no caminho pra quem vai pra Catolés e pro Pico do Barbado. Então pra se chegar
lá usei a mesma entrada na BA148 da vez que fui pro Pico do Barbado.
Partindo de Piatã, joguei no google maps: "Cachoeira da
Michilania" e então fui de carro até uma barragem/ponte na comunidade do
funil, uns 4km antes da cachoeira, a partir de então fui a pé.
A entrada é gratuita e a trilha é fácil e agradável. Algumas
poucas bifurcações que, se seguindo um mapa, não tem erro. Por vezes é possível
ver o rio no lado direito e passar por alguns pouco moradores.
Todo o ambiente e o visual ao redor é sensacional e após 1
hora de caminhada suave chega-se nas areias da Cachoeira da Michilania. Isso
mesmo, há um bom trecho na base da cachoeira com aquelas areias de praia, e um
amplo espaço para acampamentos, descanso e picnics.
É possível nadar no seu poço, mas pra quem não sabe nadar ou
não tem tanta confiança, tem uma queda bem relaxante bem na ponta esquerda, pra
quem olha de frente.
Enfim, mais um lugar incrível na parte ainda menos visitada
da Chapada Diamantina.
- trilheiro: Fuca
- leve água e um lanche leve de trilha.
- use calcados fechados na caminhada.
- não deixe lixo no local nem no caminho (lá estava tudo bem
limpo)
- respeite os moradores locais.
- boa parte da estrada é de terra (o pó da estrada) e fui de
carro sedan compacto, algum trecho foi preciso ir mais devagar, com atenção
devido a buracos.
- o lugar que estacionei o carro não tive problemas, região tranquila.
Conclusão
Eis aí o que considero a primeira parte dessa visita
aventureira pela Chapada Diamantina. É também minha primeira caminhada pelo
nordeste. Nesse contexto, como dito no início, eu visitei parentes e conhecidos
da minha mãe e o pessoal de Piatã foi muito receptivo, incrível demais. No
próximo capítulo relatarei a parte derradeira, em termos de trilha, dessa
viagem. Fiz o Vale do Pati em 3 dias, uns dos maiores desafios da minha vida.
Péde natureza! TMJ.
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| Queda Patrício |
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| Estrada na volta |

















