sexta-feira, 24 de julho de 2026

Vale do Pati – Chapada Diamantina: circuito 3 dias via Guiné

Final de ano de 2025, dia 29/12, parti da região rural de Várzea, que fica distante uns 17km do centro de Piatã, para a região da Guiné e, após umas dicas, decidi ir via Mucugê. No entanto, a estrada que peguei judiou um pouco do carro sedan normal que eu tava. Realmente uma estradinha bem ruim fez com que não compensasse os quilômetros ganhos de distância se comparado ao outro trajeto – que ia sentido Boninal. Pra quem quiser saber sobre a primeira parte da viagem pra Piatã, deixarei o link aqui: https://pedenatureza.blogspot.com/2026/07/chapada-diamantina-pico-do-barbado-e.html

Com uma trajeto desse não deu outra e meu pneu dianteiro direito furou ou estourou, não sei. Pois ainda cheguei a rodar um pouco sem perceber o que estava acontecendo, mas a direção puxando e o cheio de borracha subindo fizeram com que eu parasse e observasse o ocorrido. Por bem dizer, não faltava muito pra chegar, porém não era esperado que perder mais tempo pra iniciar a trilha, até porque não tava contando com um locomoção tão lenta devido às condições já mencionadas.

Troquei o pneu sob aquele sol rachando a cuca. Depois disso fiquei até mais apreensivo porque nenhum pneu poderia mais furar, um lugar bem remoto não teria uma borracharia tão acessível. Contudo, até a chegada ao estacionamento Aleixo, nada mais ocorreu.

Logo quando cheguei, percebi uma placa informando que em breve cobraria uma taxa pra estacionamento, não estava vigente nessa época e com isso apenas deixei o carro, arrumei a mochila, conferi o mapa no celular e comecei a caminhada. O plano era o seguinte: 2 pernoites acampado na Casa Agnaldo e Miguel.

- 1° dia: Mirante Aleixo; Mirante Vale do Pati; Igrejinha; Cachoeiras Lajeado, Funis, Bananeiras; Camping Agnaldo e Miguel. (10,5km);

- 2° dia: Morro do Castelo; Mirante Pati Baixo; Camping Agnaldo e Miguel. (7km);

- 3° dia: Subida da Fenda; Mirante da Fenda; Mirante Cachoeirão; Mirante Aleixo e Estacionamento Aleixo. (17km);

 

Mirante do Pati

Dia 1

Por volta das 11h30, do dia 29/12, iniciei a trilha sob um sol forte, ainda bem que eu estava com meu chapéu de palha pra salvar um pouco. Eu olhava pra frente e via um paredão a ser vencido, praticamente logo de cara, pra mostrar que o trekking do vale do pati não é só molezinha e visuais esplendidos proporcionados pelos chapadões da natureza. Era uma segunda-feira e já havia alguns grupos mais pra frente e outros que iriam começar ainda, só estavam numa resenha lá no estacionamento. Como eu estava sozinho já fui no meu ritmo sem tantas paradas de início, isso até chegar na metade da subida, aí sim senti um pouco o calor, a mochila e as pernas rs. Sem crise, num ritmo mais de boa, logo cheguei no Mirante dos Aleixos, somos agraciados até com um abrigo natural das rochas. Lá, uma trilheira estava passando mal e seu guia a ajudou. Ofereci uma banana que minha mãe fez questão que eu levasse, mas não era caso de câimbra e eles agradeceram.

Até aqui foi rodado apenas 1,5km, enquanto uma galera fazia sua pausa ali, eu segui. Agora o cenário era mais plano e já podia avistar três morros imponentes bem mais ao fundo. Sim, um trecho bem agradável até a chegada do Rio Preto, onde abasteci de água usando clorin. Aproveitei e perguntei pra um guia se estavam bebendo dessa água normal, daí ele me disse que pra ele era de boa, mas que alguns clientes já passaram mal por não ter o costume. Enfim, eu também não tive problemas. Nessa travessia do rio é possível fazer a pausa pra banhos e uma galera fazia isso também. Eu segui!

vista da subida do Aleixo

Com uns 5km, desde o início, cheguei no Mirante do Pati. Um cenário incrível aquilo ali, coisa de outro mundo que custei a acreditar em tamanha beleza. Isso só faz reforçar que estar ali valeu muito a pena. E revigora pra continuar a caminhada, agora enfrentar uma íngreme descida. Após, segui à esquerda, que é o caminho que contorna o morro e passa pela igrejinha e pelas cachoeiras. Se eu seguisse a trilha reta, daria no Morro do Cruzeiro.

Mais 1,5km desde o Mirante, ou seja, 6,5 desde o início, cheguei na Igrejinha e logo reabasteci a garrafa de água, pra mim é bom sempre andar com muita água porque no calor eu consumo bastante. Percebi que tinha uma galera montando acampamento, mas o ideal ali é para se hospedar nos quartos. Inclusive depois encontrei com essa galera que lá acampou e disseram mesmo não ser estruturado pra camping.

Altina

Mais uns 500 metros passo por um cemitério, pra mais adiante chegar a primeira cachoeira do dia, no meu mapa diz Cachoeira da Altina. Digo isso porque analisei outros mapa e continha outro nome, mas, enfim, lá foi onde tomei aquele banho refrescante e merecido. Sensacional! Aquela pausa pra contemplação e lanches.

Continuei meio que uma trilha ao lado do leito do rio, até interceptar a trilha pra chegada na Cachoeira dos Funis, esta com uma característica já diferente da anterior, pois possui um belo poço é mais estreita e fechada. Como já havia me banhado, só fiz uma breve pausa. A trilha continua na outra margem do rio e em pouco tempo – bem de boa – cheguei na Cachoeira das Bananeiras. Tinha um grupo lá, inclusive reconheci um guia que era de sp, mas eu segui já na vontade chegar ao Abrigo Agnaldo e Miguel.

Cachoeira dos Funis

No caso minha preocupação era quanto à refeição, porque eu não agendei nada! Como minha viagem eu mesclava os compromissos com minha mãe em leva-la pra visitar as pessoas e das minhas aventuras trilheiras, ficou difícil pra eu cravar a data que realmente eu iria fazer essa travessia. Vide que a primeira parte da viagem, relatada no post anterior, eu fazia mais uns bate e volta, como escape.

Sei que com uns 10km desde o início eu cheguei na Pousada Agnaldo e Miguel. De fato eu não teria janta naquele dia, mas tinham outras opções pra comer algo. Assim sendo, montei minha barraca, relaxei e fui pro banho. Se eu não me engano os chuveiros são frios, não são energizados. Eu mesmo que não tomaria banho quente num dia de calor daquele. O valor do camping nesta data foi de R$60,00 e a janta é o mesmo valor. Além de deliciosos pasteis, eles vendem refrigerantes e cervejas. Tomei algumas latinhas pra relaxar junto com pastéis. A cerveja sai mais cara devido ao trabalho de se chegar até lá. Lembrem-se que é uma acomodação bem remota, não se chega veículo motorizado com facilidade. Agora tem a opção de camas em quartos compartilhados e acredito que um quarto individual, daí é preciso checar e fazer reservas. A energia chega através de placas solares.

 

Bananeiras

Dia 2

Acordei bem cedo, rodeado pelas montanhas e aquela neblina costumeira de uma manhã em meio à serra. Esperei o café da manhã, farto por demais, já pra dar energia pra trilha do dia: Morro do Castelo.

O Morro do Castelo é o ponto culminante do Vale do Pati, pra alcança-lo é necessário fazer uma trilha íngreme e irregular, porém bem batida, sem tantas dificuldades de navegação – nesse dia seria um bate e volta até a pousada (mochila de ataque). Logo nos primeiros quilômetros tem um ponto de água que achei impressionante, água geladinha e limpa. Na volta foi a salvação, pois eu estava com sede já.

Já quase no topo tem uma gruta, que estava interditada e por isso não acessei, mas vi algumas pessoas que acessaram. Deviam estar sendo guiados por guias de fora da região, ou de cidades adjacentes. Enfim, pela preservação e pelo risco de dano, eu preferi não ir e seguir na trilha mais recente pra evitar a gruta.

Mirante Pati Baixo

Ainda sem nenhum visual, visitei o Mirante do Pati de Baixo. Lá aguardei o tempo abrir e assim se fez. Mais um espetáculo na Chapada Diamantina. Adiante, aí sim, fui pra outra parte do Morro do Castelo, tempo já aberto também. Um visual de 360º podendo ver várias regiões, a Cachoeira do Calixto – que eu não iria visitar nessa ocasião.

A volta foi tranquila e à noite teria a tão esperada janta, que de fato me surpreendeu. Comida local sem frescuras e em grande quantidade. O tempero maravilhoso e na hora lembrei da minha mãe e minhas tias, pois muitas coisas eu já tinha o costume de comer. Feijão Andu, Arroz Vermelho, Palma, Abobora com quiabo, vixi – muita coisa. Um caldo/creme de ervilha saboroso pra opção de proteína sem origem animal. Incrível! Imagino pros gringos como deve ser essa experiência de alimentação, de muito valor!

Por fim, foi só dormir, sem antes pegar o celular que estava carregando, mas a carga foi lenta. Sorte que eu tava com o power bank – é necessário esse item pra quem tiver acompanhando o mapa pelo celular durante os 3 dias.

 

visual no Castelo

Dia 3

É dia 31/12, véspera de ano novo, todo mundo combinando onde passar o réveillon, alguns falavam de algum forró pelo Pati, outros em fogueira e luar, enfim, no meu caso seria o dia da volta, fechar o circuito de volta pro Aleixo passando pelo Mirante do Cachoeirão, mas sem antes vencer a subida da Fenda. A questão é que esse dia já seria trilha com cargueira mesmo.

Desmontei a barraca e arrumei a mochila. Tomei mais um café da manhã reforçado, acertei as contas e parti. Este é o dia derradeiro e onde mais se caminha, serão mais de 16km. A trilha segue de boa, passei pela Pousada da Léia, depois da Dona Raquel e, ao avistar a Pousada do Zé Preto, virei à direita rumo à ascensão até a Fenda. Essa subida eu sabia que seria braba. Não foi pra menos. Nesse dia eu segui praticamente sozinho, pois não era o plano de ninguém deixar o Pati no dia da virada do ano.  Depois de uns 2km de subida árdua, cheguei no Mirante da Fenda e me aloquei numa espécie de abrigo, ali com cuidado fui caminhando. Em seguida veio a subida final da Fenda, neste local a trilha deu uma confundida, mas seguindo a direção do tracklog ajuda demais a se orientar.

Aqui já passei a racionar mais a água já que na subida eu bebi bastante. Impressionante que, além da beleza cênica, os tipos de trilha são variados. Até aqui já passei por morros íngremes, por leito de rio, por rochas, por areias, por lugares mais planos dos gerais, perto de gruta, cumes, vales, etc. É demais, um sonho sendo realizado, um desejo de anos atrás que parecia distante, mas que nessa ocasião se fez real.

chegando na Fenda

Esse dia, uma caminhada mais longa, fui na cautela até chegar o Cachoeirão. Um espetáculo novamente. No caso eu não consegui ver a queda nitidamente, pois, pelo horário, estava sombreado o local da cachoeira. Mas o mirante é magnifico, não tinha ninguém também quando cheguei, não pude tirar aquela foto que o pessoal se arrisca mais rs. Apesar de que nem é muito meu perfil me arriscar por uma foto, mas ter uma fotinha dali seria loko demais.

O sol estralava, água já no limite. O próximo ponto de abastecimento hídrico estava por chegar. A caminhada continuava sentido o Mirante Aleixo, tinha chão ainda. Cruzei o Rio Preto novamente e lá fiz uma pausa.

Só sei que no fim da tarde eu cheguei no estacionamento e fu direto na vendinha que estava aberta, na verdade quase pra fechar! Dei sorte e pedi um refri e uma cerveja pra comemorar. Utilizei o wifi do local pra pagar no pix e já carreguei o caminho de volta pra Piatã. Decidido a não fazer o mesmo trajeto da ida. Foi aí que o rapaz do estacionamento me indicou o melhor caminho e, como ele já estava fechando, disse pra segui-lo que ele ia mostrar os caminhos até ele chegar na casa dele e de lá eu poderia seguir numa boa que iria dar na estrada rumo à Boninal.

Mirante Cachoeirão

Dito e feito, segui sua moto por umas estradas de chão batido, mas bem transitável, esse rapaz foi super gente boa, ainda convidou pra fazer uma pausa lá com seu pessoal, já era clima de ano novo, mas eu disse que ainda ia encontrar minha mãe e minha tia lá em Piatã. Já em Boninal eu abasteci de combustível – que tava na reserva já. Nenhum pneu a mais furado. A única questão é que cheguei bem cansado na roça onde estava hospedado. Tomei uma ducha rápida e ainda tive que levar minha mãe lá pra cidade, pra ver os fogos da virada em Piatã. Contudo eu nem aproveitei, nem do carro eu sai. Infelizmente no dia seguinte tivemos a notícia do falecimento de minha querida tia Bela, em sp. Mantivemos a volta pro dia 4, pois não daria pra voltar pra sp tão rápido assim. Também não dei continuidade em outros roteiros que tinha no pente, fica pra uma próxima! O misto de sentimento tava instaurado, não poderíamos nos despedir da minha tia, a mais grudada com minha mãe e a que muito conversava comigo. Dias antes eu havia visitado, pela primeira vez adulto, o local onde elas nasceram e cresceram – uma casa já sem telhas, na roça, cercada pelas montanhas. As memórias permanecerão!

Pé de Natureza!

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Chapada Diamantina: Pico do Barbado e Cachoeiras na região de Piatã – BA

Pico do Barbado e Cachoeiras na região de Piatã – BA (Chapada Diamantina)

Vou relatar a seguir uma parte da viagem que fiz para a Bahia, mais especificamente pra Piatã, na região da Chapada Diamantina. Fui com minha mãe e viajamos de carro justamente pra ter uma autonomia maior, apesar de ser cansativo pegar estrada por 2 dias diretos, enfrentando sol e chuva; por vez até um certo trânsito. Mas, por fim, valeu a pena demais.

Fomos no final de ano, tive 15 dias de recesso do trabalho e por isso era hora de colocar o plano em ação. No caso minha mãe é nascida em Piatã e por muitos anos não havia mais visitado o local. Então, se da minha parte eu iria curtir um pouco de aventura nas trilhas, pudemos também rememorar histórias de parentes em visitas e conversas.

Pode-se dizer que esses atrativos que relatarei aqui não são os mais visitados em termos turísticos de Chapada Diamantina, mas ainda assim são belos roteiros pra se fazer.

Do Pico do Barbado - BA


Dia 23/12/2025 – Cachoeira do Cochó e Cachoeira do Patrício (de carro)

https://pt.wikiloc.com/trilhas-carro/cachoeira-do-cocho-e-cachoeira-do-patricio-com-partida-em-piata-bahia-244555898

Dia 24/12/2025 – Trilha para o Pico do Barbado (bate e volta)

https://pt.wikiloc.com/trilhas-trekking/pico-do-barbado-com-partida-em-catole-sabambaia-de-cima-244655812

Dia 25/12/2025 – Trilha para a Cachoeira do Michilânia

https://pt.wikiloc.com/trilhas-trekking/cachoeira-do-michilania-ouro-verde-catoles-abaira-piata-ba-244721197

Só no dia 22/12 que chegamos no centro de Piatã. No primeiro dia de viagem pegamos trânsito parado (completamente parado) em dois trechos da Fernão Dias, um na chegada de Extrema e outro já perto de Três Corações – MG. Ambos foi devido a acidentes e com o volume alto de carro, deu no nisso: horas de atraso. Com isso o plano inicial já foi alterado. Se no primeiro dia eu queria ter chagado até Montes Claros, no máximo que deu foi um pouco depois de BH, Contagem eu acho.

Decidimos que não compensava parar em pousada ou hotel após esse atraso, então o jeito foi procurar um posto pra fazer uma pausa e acordar bem cedo e seguir viagem no intuito de descontar o tempo não rodado no primeiro. No segundo dia preferimos parar perto de Monte Azul, ainda estaríamos há 5 horas de Piatã. Um ponto bom é que as estradas não eram ruins, eu imaginava que seria uma viagem muito cadenciada, mas não foi. Mesmo que ao cruzar a fronteira de MG/BA a pista era de uma mão, então eu deveria fazer ultrapassagens de ônibus e caminhões. Enfim, tudo correu bem tranquilo. Destaque imenso pra serra do espinhado em boa parte da viagem, algumas montanhas inclusive já pesquisei pois um dia quem sabe – Serra Nova, Serra Talhada, etc.

Assim sendo, no dia 23/12 eu já estava partindo pra um rolê de cachoeiras, só pra aquecer rs. Com isso, de carro mesmo, decidi ir pra Cachoeira do Cochó e depois pra Cachoeira do Patrício.

Cochó


Cachoeira do Cochó

Visitar a Cachoeira do Cochó foi uma experiência marcada pelo contato direto com a natureza e pela tranquilidade do ambiente. Pois cercada por belas paisagens, forma um cenário ideal para relaxar, apreciar as águas cristalinas e contemplar a vegetação da região. O som da queda d'água, aliado à atmosfera acolhedora do local, proporcionou aquele tão esperado momento de descanso, aventura e conexão com as riquezas naturais baianas.

Saindo do centro de Piatã, peguei a BR148 sentido Boninal e depois de uns 9km acessei uma estrada à esquerda, a BA560. Nessa rodovia percorri mais 5km e acessei à direita, já numa estrada de chão batido. Dali foi só seguir mais alguns quilômetros. A dica aqui é colocar o roteiro no google maps que segue direitinho, ou usar o próprio wikiloc, vou deixar o link do que eu gravei. No mais, desconheço transporte público para a região. Enfim, partindo do centro de Piatã são 10 km de asfalto e 14 km de estrada de terra.

É possível nadar tranquilamente na Cachoeira do Cochó, pois além de possuir uma bela queda d’água de uns 12 metros de altura e águas cristalinas, tem um poço rodeado por uma prainha de areias claras. Nessa visita estava bem vazia, mas nos finais de semana costuma lotar e alterar um pouco a coloração da água. Como dito, seu acesso de carro é feito por uma estrada de terra em boas condições e depois é só seguir por uma trilha curta, sem desnível e de fácil acesso. Com isso, é muito prático de se visitar. Não há cobrança de taxa, apesar de estar localizada numa propriedade particular. Também não visualizei nenhum serviço de bar/lanchonete/mercado no local. Leve seus lanches.

Patrício


Cachoeira do Patrício

A Cachoeira do Patrício destaca-se por sua beleza cênica, águas cristalinas e ambiente preservado. Sua fauna diversificada inclui aves, pequenos mamíferos e outros animais típicos da Chapada Diamantina, tornando a visita uma excelente oportunidade de contato com a natureza. Com uns 30 metros de altura, a cachoeira está cercada por matas ciliares e paredões rochosos. Essa tem uma trilha pra se chegar, nada muito extenso, mas não chega a ser tão prático e curta como chegar na cachoeira do cochó. Possui um poço também e possível sentir a águas descendo forte pra um banho gelado e revigorante. Coo eu já havia me banhado na cochó, nessa eu fiquei pra contemplação.

Se utilizar como referência o centro de Piatã são 10km de asfalto e 12 km de estrada de terra. Mas como eu emendei a partir do Cochó, então a dica é seguir o wikiloc que gravei ou colocar no próprio google maps. É de boa!

É possível e muito bom – pena que não deu tempo nesse dia – ir pra outras quedas mais abaixo, Da lua e também das Escadas. Eu tinha olhado pelo mapa, mas nessa ocasião não deu.

visual do barbado

Barbado


Pico do Barbado – dia 24/12/25

É cume mais alto da região Nordeste do Brasil. Parti de Vargem, Piatã - Bahia. Com isso, fui de carro até o Mirante Catolés de Cima, onde se iniciou a caminhada...

Saí da roça e fui pra cidade em Piatã e de lá joguei no mapa google pra chegar até o mirante Catolés. O trecho na rodovia 148 foi asfaltado em boas condições, depois, ao virar à direita, no portal de Ouro Verde, que indica a direção do Pico do Barbado, daí a estrada fica de chão batido, o pó da estrada rs.

Passei por alguns vilarejos, lugares agradáveis por demais até chegar no Mirante Catolés de Cima, a estrutura me surpreendeu, tinha banheiros, banquinhos e até wifi livre pra poder carregar o mapa da trilha numa boa. Entrada gratuita!

Agora sobre a viagem até lá eu deveria ter saido mais cedo da roça, pois a intenção era subir o Barbado e logo depois o Pico do Elefante, de acordo com o tracklog que baixei, mas enfim...fiz o Barbado e fiquei super contente.

A trilha é só subida mesmo, e com a temperatura mais quente, pra mim foi uma subida cautelosa, lenta e com várias paradas, no km final da subida se dá uma sequência de escalaminhada, não teve perigo momento algum, foi só ter paciência e ir apreciando o lugar. (E claro: prestar atenção nos totens e no mapa que estiver seguindo).

Levei 3 litros de água e assim não precisei abastecer no trajeto. (Talvez seja preciso usar clorin nos pontos de água, existem animais pastando na trilha).

Nesta data não tinha ninguém na trilha, só na volta, já no meio da descida, que um trilheiro passou por mim indo acampar no pico, era véspera do natal.

O visual é magnifico, 360° só de montanhas ao redor, pena que conheço pouco a região da Chapada Diamantina, eis o primeiro contato, mas acredito ter reconhecido a Serra da Tromba rs.

Obs: Tem um livro de registro meio que camuflado na parte de baixo da rocha marcada de cume.

Em suma, “a visita ao Pico do Barbado, na Chapada Diamantina, proporciona uma experiência única de contato com a natureza e superação pessoal. Com 2.033 metros de altitude, é o ponto mais alto da Bahia e de todo o Nordeste brasileiro. A trilha até o cume revela paisagens deslumbrantes, campos de altitude, formações rochosas e vistas panorâmicas que recompensam o esforço da caminhada, tornando o passeio inesquecível para os amantes do ecoturismo e do montanhismo.”

 

Michilânia

Cachoeira do Michilânia – 25/12/25

Cachoeira da Michilania, Ouro Verde, Bahia.

Ouro Verde é um povoado situado no município de Abaíra, na região da Chapada Diamantina, tendo a Serra da Tromba como vizinha. Fica também no caminho pra quem vai pra Catolés e pro Pico do Barbado. Então pra se chegar lá usei a mesma entrada na BA148 da vez que fui pro Pico do Barbado.

Partindo de Piatã, joguei no google maps: "Cachoeira da Michilania" e então fui de carro até uma barragem/ponte na comunidade do funil, uns 4km antes da cachoeira, a partir de então fui a pé.

A entrada é gratuita e a trilha é fácil e agradável. Algumas poucas bifurcações que, se seguindo um mapa, não tem erro. Por vezes é possível ver o rio no lado direito e passar por alguns pouco moradores.

Todo o ambiente e o visual ao redor é sensacional e após 1 hora de caminhada suave chega-se nas areias da Cachoeira da Michilania. Isso mesmo, há um bom trecho na base da cachoeira com aquelas areias de praia, e um amplo espaço para acampamentos, descanso e picnics.

É possível nadar no seu poço, mas pra quem não sabe nadar ou não tem tanta confiança, tem uma queda bem relaxante bem na ponta esquerda, pra quem olha de frente.



Enfim, mais um lugar incrível na parte ainda menos visitada da Chapada Diamantina.

- trilheiro: Fuca

- leve água e um lanche leve de trilha.

- use calcados fechados na caminhada.

- não deixe lixo no local nem no caminho (lá estava tudo bem limpo)

- respeite os moradores locais.

- boa parte da estrada é de terra (o pó da estrada) e fui de carro sedan compacto, algum trecho foi preciso ir mais devagar, com atenção devido a buracos.

- o lugar que estacionei o carro não tive problemas, região tranquila.

Conclusão

Eis aí o que considero a primeira parte dessa visita aventureira pela Chapada Diamantina. É também minha primeira caminhada pelo nordeste. Nesse contexto, como dito no início, eu visitei parentes e conhecidos da minha mãe e o pessoal de Piatã foi muito receptivo, incrível demais. No próximo capítulo relatarei a parte derradeira, em termos de trilha, dessa viagem. Fiz o Vale do Pati em 3 dias, uns dos maiores desafios da minha vida.

Péde natureza! TMJ.

Queda Patrício

Estrada na volta


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