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sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Pico do Papagaio via o Panorâmico – Aiuruoca - MG

Pico do Papagaio via o Panorâmico – Aiuruoca - MG
Janeiro de 2020

Quais máscaras usamos na vida? Quantas são essas máscaras que cobrem nossas faces, moldam nossas posturas e modificam nossas atitudes? Certamente um pouco que introspecção se faz necessário para desvelar tais respostas, mesmo que não se alcance uma exatidão. O procedimento de, em algum momento da vida, buscar se autoconhecer não deveria ser tido como algo individualista e momentâneo, mas como uma forma de vida. Por vezes, o retorno que se tem de si é de uma pessoa fracassada em sua procura de liberdade, pois se está presa nas emoções e sentimentos reprimidos, e que o auto isolamento acaba por afastar o risco de manifestação dessas repressões. Bom, se caso em algum dia passar por esse tipo de reflexão confusa e um tanto superficial, o fato é que visitar, estar ou até mesmo morar em lugares dotados de magia e boas energias é o mínimo que se pode fazer para amenizar os desequilíbrios contidos no ser.

Pico do Papagaio - Aiuruoca - MG

Cada vez que subo uma montanha eu me sinto uma pessoa melhor, são lições mínimas que a cada passo se torna algo enorme apesar de imensurável. O destino da vez foi o Pico do Papagaio que se localiza na fantástica cidade mineira de Aiuruoca. Fiz uma postagem sobre o rolê anteriormente e aqui falarei mais sobre a minha subida ao Pico. Vale lembrar que o Pico do Papagaio faz parte do Parque Estadual Serra do Papagaio e pertence à cadeia de montanhas da Serra da Mantiqueira. O parque abrange diversos municípios tais como Baependi, Alagoa, Itamonte, Pouso Alto e o já mencionado Aiuruoca.

Existem algumas trilhas e diversos pontos de base para encarar essa jornada, eu escolhi o Camping Panorâmico, Vale do Matutu, de lá foram 7km até o cume, foi uma trilha bem demarcada, sem muitas bifurcações difíceis, só que com um pouco de inclinação acentuada logo de inicio, mas nada de muito técnico.

Acompanhado de alguns mapas do wikiloc, que no caso tirei uns prints pelo celular, comecei a subida às 07h30 da manhã. O tempo aparentava instável, apesar de se ter ainda sol e partes de céu azul. Na real, não é aconselhável ir na época que fui, no verão, pois todos os dias estava chovendo na região e tomar chuva em montanha não é uma boa, sobretudo com o risco de incidência de raios. Sendo assim, eu decidi ir devido a uma janela de tempo com sol, mesmo sabendo que teria que ficar muito atento a mudanças repentinas no ambiente.

No dia anterior troquei um breve papo com o Odilon do camping e uma informação importante que me lembrei foi que logo na primeira parte da trilha eu teria que atravessar uma casa, ele disse que os cachorros latiriam bastante, mas que não iriam me morder. Ainda bem que ele avisou porque se eu não tivesse esse alerta talvez eu desistisse de passar ali rs. A trilha continua como se não tivesse a casa e logo depois uma bifurcação mínima, a da esquerda é a trilha mais demarcada, a outra também sobe e parece uma espécie de atalho, porém mais utilizada pelos cavalos da propriedade.

Subida firme durante um tempo e logo já se tem as primeiras vistas da paisagem desse pedaço lindo do sul de Minas Gerais. A vegetação avistada é de Mata Atlântica sendo que mais acima terá a transição aos Campos de Altitude conforme a altitude se eleva. Vale lembrar que se tem um desnível até que considerável nesses 7km de trilha, que se aproxima dos 900 metros. Nisso a trilha continuou revezando por mata mais fechada e algumas vezes passando por pastos.

Após 1 hora de caminhada passei a ver a pedra de frente e então ia me aproximando de sua base, logo veio uma placa indicando que faltavam 4,80km para o mirante e assim segui à esquerda. A trilha permanece bem demarcada e agradável, e lógico que fui fazendo as paradas necessárias para recompor o fôlego e as energias. Já próximo da base da rocha se tem outra placa avisando que restavam 3,46km. Bora lá!

trilha continua à esquerda

portal ou mini gruta


Logo veio uma espécie de portal ou mini gruta que aparece na direita, mas o destino é permanecer na trilha.  Uma guinada para a esquerda. Bom, ao analisar o mapa dá pra perceber que a trilha faz um contorno na grande rocha, então, ao chegar à base da mesma não perca essa noção. A trilha se afasta um pouco da rocha. E vai chegar o momento de encontro com outras trilhas e cada vez mais vai unificando o caminho rumo ao Mirante do Papagaio.

Eu avistei muita jabuticaba caída na trilha, acho que era isso mesmo, não provei rs. Adiante, eu saí num descampado e com uma vista para duas quedas em meio à montanha, cenário muito lindo sempre a alimentar cada vez mais o fôlego do trilheiro. Depois cheguei nas áreas de acampamento e agora já estou em direção à pedra novamente, trilha demarcada ainda e com algumas placas indicando o caminho certo para cada trilha, que foi muito útil para volta, já que se pode entrar em trilha diferente, sempre vale estar atento. Tanto na ida quanto na volta!

quedas ao longe

área de acampamento1

outra área de acampamento

chegada no pico


Eis que com 2 horas e 45 minutos eu atingi o Pico do Papagaio com seus 2105 metros de altitude com relação ao nível do mar. O visual estava semiaberto na direção de Aiuruoca, no oposto vinha marcada uma chuva e de fato não demorou muito, enquanto eu comia meu lanche, após ter tirado algumas fotos, os pingos vieram até mim. Não teve jeito e então com uns 30 minutos lá no topo eu tive que voltar. Protegi a mochila e tudo o que não podia molhar e iniciei minha volta, ainda com um lanche na boca. Mantive a calma, pois o trecho final tem umas rochas escorregadias, sempre cautela e paciência. Se necessário utilizar as mãos ou descer arrastando mesmo.

Bastaram 15 minutos e a chuva cessou, porém preferi continuar a descida numa boa, já que se tinha essa possibilidade do tempo virar de novo. Com isso pude curtir mais ainda a trilha na volta, bem na calma, e cada vez mais satisfeito de estar ali, a adrenalina da subida já não imperava tanto ali na volta e quando o cansaço bateu eu já estava próximo do camping novamente. Desci com 2 horas e 10 minutos e ainda era 13h da tarde! Então ainda tive um bom tempo pra almoçar, tomar uma bela ducha e curtir o Panorâmico da Pedra alcançada no dia! O desejo que fica então é o de poder apreciar o Pôr do Sol ou o próprio nascer do sol após um acampamento, mas aí tem que ser no inverno mesmo. Por ora é só gratidão e que boas vibrações possam modificar minha vida pra melhor, lógico que sem querer ser ganancioso, mas que eu possa tirar proveito dessas lições implícitas no ato de caminhar em meio à natureza!

Até mais!
Dicas gerais para prática de trilhas na natureza!
https://pedenatureza.blogspot.com/2019/01/dicas-gerais-para-pratica-de-trilhas-na.html
la city

parte boa do visu

direção aberta

lado mais fechado



terça-feira, 22 de outubro de 2019

Pedal de Franco da Rocha até Mairiporã + Paq. Juquery + Cachoeira Caceia


Pedal de Franco da Rocha até Mairiporã + Paq. Juquery + Cachoeira Caceia
15/09/2019

Sabe aquela previsão do tempo dizendo que o fim de semana será quente? Foi essa mesmo que nos deparamos antes de pensar nesse role de bike. Partimos da Estação de trem da CPTM Franco da Rocha e fomos até Mairiporã passando pelo Parque Estadual do Juquery e Cachoeira Caceia, era um domingão ensolarado de 15 de setembro de 2019. No ciclismo eu e Daniel, os pebas com disposição e que por vezes não curtem a sala de jantar pra nascer e morrer apenas.

1ª parada: Cachoeira Quarta da Colônia

Talvez pra quem já é mais acostumado com pedaladas esse roteiro se encaixa como uma categoria de muito suave, acredito que é de fato suave pra maioria que queira fazer, vale a pena. Aproveitamos que de domingo se pode carregar as bikes nos trens durante todo o dia, então essa já foi a deixa pra desembarcamos em Franco da Rocha. Nos trombamos bem cedo na estação Luz pra antes das 08h00 já estarmos pedalando numa boa. No total foram 52 km de rolê, vide o trajeto gravado no wikiloc (aqui).


Então, com tudo preparado, demos início à nossa pedalada matinal, na mochila tinha o básico pra qualquer pedal: algumas ferramentas, câmera reserva, remendos, uma bomba de ar portátil, capacete, lanterna, alimentação, água, uma caixinha de som, etc.

Numa playlist de tirar o fôlego, o destaque foi para o novo álbum do Thiago Elniño – Pedras, Flechas,Lanças, Espadas e Espelhos, Daniel deu play no som e assim seguimos rumo à rodovia Pref. Luiz Salomão Chammas que fica perto da estação Franco da Rocha, já sabíamos que ao chegarmos nessa rodovia que liga até Mairiporã, não teria mais erro, era então só nos atentarmos na quilometragem das atrações. A primeira foi no km 45, uma saída à esquerda que leva à cachoeira da Quarta Colônia. ”Um caminho de terra batida, delimitado na direita por um muro extenso e à esquerda se vê o bairro morro acima. Logo veio uma subida curta e uma bifurcação à esquerda pra já sair no posto da Sabesp. A trilha se inicia virando à esquerda, próximo do portão da Sabesp, bem fácil. E em menos de 3 minutos já avistamos a grande queda num lugar um pouco "sinistro".

Opa, então logo sem muita pedalada o primeiro atrativo de bem fácil acesso, porém contém o ônus devido a isso – um pouco sujo, mas já começamos a curtir ali mesmo, algumas fotos, um pouco de reconhecimento do local e assim abrimos um vinho que Daniel havia levado, aliás ele veio super organizado pra esse rolê, devo essa pois além de eu ter ido virado de um churras, ainda não organizei bem algumas coisas. Mas seguimos...

Logo voltamos pra Rodovia do Governo (023), a mesma que havíamos deixado km45, e só mais uns km à frente e já avistamos a portaria do Parque Estadual Juquery. O parque conta com diversos atrativos como Trilha Ovo da Pata, Trilha dos Lagos, Trilha da Arvore Solitária (essa que seguimos). A trilha para bikes é bem sinalizada, tem trechos de downhill, então é bom ter o pneu certo pra trilha em terra batida. Bom, aqui no blog já tenho alguns relatos sobre esse parque e deixarei os links com maiores detalhes.


Feita a primeira parte da pedalada, saímos do parque rumo à Mairiporã. O tempo estava agradável, a sensação de felicidade era nítida. Poxa, muito bom pedalar ainda mais quando o local respeita as bikes, fato bem observado por Daniel que já tem o costume de pedalar de milianos e ali ele percebeu o maior respeito, legal isso. 

A represa passou a nos acompanhar nas margens, sendo a maioria na margem esquerda enquanto seguíamos pelo acostamento da direita, tendo como referência a ida pra Mairiporã. Sem muitas subidas e nem descidas, eis que lá pro meio-dia chegamos no terminal do ônibus no centro de Mairiporã. Foi aí que pedi um tempo pra cochilar já que nem havia dormido, um erro meu que quase pus a continuidade do rolê por água abaixo, mas Daniel insistiu e assim prosseguimos, um pouco perdidos de início, mas no fim achamos a cachoeira após pedalar cautelosamente pela estrada de terra. Vale lembrar que o wilikoc que ele gravou tá disponível. É só seguir e em acrescimento tem umas fotos e esse relato.

Lá na cachu tinha gente demais, a entrada continua livre e acredito que o dono vende algumas coisas pra beber e comer, que tinha alguém vendendo era fato, não sei se era o dono. Nós, como bons Pebas, demos início à nossa farofada também. No cardápio um saboroso Macarrão com milho e linguiça, coisa fina e feita na hora. Só agradece ao parsa.

Na volta, e eu já morto de cansaço, mesmo tendo cochilado, continuamos pela estrada de terra sem nem voltar para o centro de Mairiporã. Foi bemm mais rápido a volta, então pra quem não deseja ir até Mairiporã e queira ir até a cachoeira Caceia, pode pegar essa Estrada da Caceia depois do Parque Juquery à esquerda, e vai que vai!!!

Pé de natureza, pede bike também! Tmj.

Dicas gerais para prática de trilhas na natureza:
https://pedenatureza.blogspot.com/2019/01/dicas-gerais-para-pratica-de-trilhas-na.html

Fotos:
queda 4ª colonia - 
chegando no parque Juquery

colem nesse parque

queda abaixo da trilha arvore solitária

o pico lá no fundo

Cachoeira Caceia - farofando de leves 

finalizando o pião!

Dicas gerais para prática de trilhas na natureza!
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sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Cachoeira da Quarta Colônia + Parque Juquery - Franco da Rocha

Queda no Parque Juquery


Um verão de muito calor em sp, assim como em todo Brasil, onde a média da temperatura está em alta. Férias da faculdade e o compromisso é o trampo na parte da noite, dia sim dia não. Então, aproveitar para caminhadas de bate-volta na metrópole de SP. Tá sendo legal! Dessa vez a região de Franco da Rocha foi o alvo da visita, primeiro passando pela Cachoeira da Quarta Colônia (primeira vez) e depois indo pro Parque Estadual do Juquery (segunda vez). Tudo correu bem tranquilo, destaque para as caminhadas no Parque que abriga o último remanescente do bioma cerrado da metrópole de SP.

“Essa obsessão de chegar...
O terror de não vir a ser o que se pensa...
Esse eterno pensar nas coisas eternas
Que não duram mais que um dia
Que não duram mais que um dia...”




De fato, a vida nos apresenta pelo menos duas faces de algo. Toda e qualquer situação pode ser vista por ao menos dois ângulos diferentes. Mesmo numa fase cíclica se mostra o inicio e o fim, depois o recomeço. Não parece que tudo é efêmero? Se por um lado o bom das vivências é que nada dura para sempre, mas esse é o lado ruim também. A eternidade do tempo não condiz com a realidade de um dia!


Sempre bem cedinho, pra aproveitar a caminhada matinal. Eis que as 06h50 desembarco na estação Franco da Rocha da CPTM, depois desse trem eu poderia pegar um ônibus (Mairiporã de R$5,10) que pouparia uma hora de andação, mas preferi ir a pé. Até então o objetivo principal era a Cachoeira da Quarta Colônia, lugar que eu já tinha visto, por fotos e vídeos, que era uma grande queda, mas que seria também de muito fácil acesso, ocasionando que a probabilidade de se ter muito lixo no local aumentaria. Isso aconteceu de fato, mesmo com a mobilização de um grupo do bairro petroria para tentar mantê-la limpa fazendo mutirões de limpeza. No caso tem até uma página no facebook com o titulo de Cachoeira Quarta Colônia. Quem sabe um dia eu possa comparecer pra somar no mutirão. Enfim, voltemos para a andança.

Segui pela Estrada do Governo (023), ora pelo acostamento ora por calçada, um parque grande logo perto da estação me pareceu novo, da última vez que estive por lá não me recordo de tê-lo visto. Na estrada, algumas pessoas caminhando e alguns ciclistas também. Ali é favorável, pois se é plano. Ao contrário das moradias e dos bairros ao redor que são mais alocados em morros. Essa estrada liga Franco da Rocha a Mairiporã e por ela segui até o km 45 onde à esquerda tomei para a Estrada Vargem Grande, daqui foi menos de 15 minutos até a cachoeira. Um caminho de terra batida, delimitado na direita por um muro extenso e à esquerda se vê o bairro morro acima. Logo veio uma subida curta e uma bifurcação à esquerda pra já sair no posto da Sabesp. A trilha se inicia virando a esquerda próximo do portão da sabesp, bem fácil. E em menos de 3 minutos já avisto a grande queda num lugar um pouco sinistro, parece não ser muito confiável ir sozinho por lá, nesse momento batia 08h00.

Dei um giro, algumas fotos, mas ali não fiquei mais que 10 minutos. Decidi ir para o Parque Juquery imediatamente. Assim fiz. Antes, vale frisar que ali tinha algumas estruturas do que outrora poderia ter sido uma usina ou algum tipo de abastecimento da região. Devido às chuvas, a coloração da água estava mais barrenta, mas acredito ser apropriada pra banhos. 

Parque Estadual Juquery - Trilha dos Lagos e da Árvore Solitária

Voltei pra Estrada do Governo e subi mais um pouco até o Corpo/Escola de Bombeiros. O que seria complemento de um rolê se tornou peça principal. O parque realmente é muito bom, não paga entrada, tem trilhas demarcadas tanto pra quem está a pé ou de bike. Resguarda parte do cerrado remanescente em sp e tem uma estrutura com banheiros, bebedouros e playground para as crianças. Eu já havia visitado esse parque uma vez e na época eu fiz a trilha do Ovo da Pata, que de ida e volta possui mais de 13km de trilha. Sendo a trilha mais extensa do parque e onde se consegue avistar o pico do Jaraguá. Dessa vez eu comecei pela trilha dos Lagos, que tem pouca quilometragem, mas é tida como trilha de nível alto devido uma subida em seu trecho final. Após ter passado por uns 3 lagos numa trilha bacana e com pontos para picnics, essa subida veio e contem uns pneus velhos servindo de degraus para auxilio da subida.

Depois segui rumo a trilha da Árvore Solitária, que deve ser a segunda mais extensa do parque e dividi por grande parte o mesmo caminho que se vai ao Ovo da Pata quando então se vira numa direita descendo rumo a arvore. Às 09h40 cheguei no final da trilha e, procurando uma sombrinha minima, fiz uma pausa pra um lanche básico ouvindo um som de leve. Logo depois chegou um ciclista chamado Evandro, um cara gente boa que depois de algumas conversas me indicou uma queda mais abaixo na trilha que segue para MTB. Ele me explicou e foi primeiro, "Qualquer coisa se for descer, vc verá minha bicicleta depois da pontezinha". Desci logo em seguida e assim se fez. Pô essa cachoeira salvou mais ainda o rolê (foto1). Nunca iria saber daquela queda naquele dia e o sol estralava na cuca, e essa tal cuca merecia então um refresco massageador. Foi show! 

Dali voltamos por uma trilha que o Evandro conhecia, não chega a ser oficial do parque, mas ele como morador e trabalhador da região é então grande conhecedor, e estava ali voltando aos treinos de bike após ter sofrido um grave acidente. Passamos pelas ruínas do que outrora foi uma extensão do manicômio de Franco da Rocha. O clima pesou um pouco ao ver as camas semi cobertas pelo brejo com uma cordas ainda ao lado, onde provavelmente usavam para amarrar os pacientes, além de umas macas espalhadas nuns quartos caindo aos pedaços, tinha também a carcaça de um antigo fogão industrial com algumas pias ao redor. Só digo uma coisa, sozinho ali eu não entraria nem que estivesse doidão rs.

Essa trilha me deixou já quase no centrão de Franco da Rocha, perto da estação. Mas antes eu havia passado pela penitenciaria de regime semi aberto, que conforme relatos do Evandro, ocorre algumas fugas de vez em quando. Talvez isso possa ser um fator negativo do parque, mas ainda sim é raro isso. Merece ser mais popular esse parque.

"O Parque Estadual do Juquery localiza-se ao norte da Região Metropolitana de São Paulo, nos municípios de Franco da Rocha e Caieiras. O acesso ao local pode ser feito pela rodovia Pref. Luiz Salomão Chamma. Além de diversas trilhas com diferentes níveis de dificuldade o parque possui, ainda, um patrimônio histórico-cultural de grande interesse."

"Informações e agendamentos: O parque é aberto de terça a domingo, das 08h00 às 17h00. É necessário agendamento somente para a trilha dos Pitus. (obs: na chuva o parque não abre)"

Péde Natureza!!! Até mais!

Dicas gerais para prática de trilhas na natureza:

Fotos:
Cachoeira Quarta Colônia

Inicio Estrada Vargem Grande

virar a esquerda para a queda Quarta Colonia

Inicio da trilhinha Quarta Colonia - Sabesp

Agora no Parque Juquery- Trilha Lagos

Na trilha dos Lagos 

infos

Trilha da Árvore Solitária

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Ibiticaminhadas no Parque Estadual do Ibitipoca - MG

Salve salve! Segue um breve diário da minha ida ao Parque Estadual do Ibitipoca, Minas Gerais. Deixarei, antes, algumas informações referentes ao parque, de como chegar, alguns custos, etc.


Janela do Céu, cartão postal do Parque


Situado no sul de MG, no Arraiá Conceição do Ibitipoca, o Parque Estadual do Ibitipoca abrange uma área de 1.488 hectares e foi criado no ano de 1973 (Lei Estadual nº 6.126 de 4 de julho de 1973). Nesta reserva concentra-se incríveis belezas naturais, que com caminhadas em trilhas bem cuidadas e sinalizadas se chega em cachoeiras, grutas*, picos, lagos e além da famosíssima janela do céu. Portanto, cabe em variados gostos. Coube no meu perfeitamente. Compensando todo o trajeto a se fazer e todo o gasto tido, que mostrarei abaixo.

Preços do Parque - (ver link site)

Ingresso para Visitante(Por pessoa) Dias úteis R$ 20,00

Ingresso para visitantes (Por pessoa) Sábado, domingo e feriados nacionais e/ou estaduais do Estado de Minas Gerais, considerando seus dias intercalados. R$ 25,00

Estacionamento de veículos (Diária)

Bicicletas - Isento

Motocicletas - R$ 20,00

Veículos de passeio (para até 7 pessoas) *van, micro-ônibus, ônibus, caminhão e outros
R$ 25,00

Veículos de passeio (para MAIS de 7 pessoas) *van, micro-ônibus, ônibus, caminhão e outros R$ 65,00

Uso de infraestruturas (Diária):

Camping por pessoa independente do dia da semana
R$ 60,00 

*A gruta constitui uma cavidade natural resultante geralmente do contato com agentes físicos e químicos. As grutas existentes no Parque do Ibitipoca são Quartzíticas, constituídas através da erosão fluvial de muitos anos atrás.
  
Como cheguei:

Saindo do Terminal Rodoviário Tietê em São Paulo, embarquei no ônibus Juiz de Fora pela viação cometa, preço da ida R$ 119,20. De juiz de fora peguei o ônibus para Lima Duarte (R$ 17,20). Já de Lima Duarte eu teria que ir no ônibus Ibitipoca (R$ 17,00), porém devido o horário restrito da linha, tive que pegar carona e foi tudo tranquilo.

Ida:
SP x JF - 21:30 x 05:00

JF x LD - 06:00 x 07:15 - Viação Bassamar: (32) 3215-1109

LD x Ibiti - carona

Volta:
Ibiti x LD - 08:00 x 09:40

LD x JF - 10:30 x 11:45

JF x SP - 12:30 x 20:30

obs: os preços são referência de julho de 2018

Outras opções:
Para se chegar ao Parque Estadual do Ibitipoca a partir do município de Belo Horizonte, o acesso é feito na direção de Juiz de Fora pela BR-040. Antes da chegada à referida cidade, entra-se no trevo de acesso (BR-267), prosseguindo em direção a Lima Duarte. Para chegar ao distrito de Conceição de Ibitipoca são 27 km de estrada de chão e mais 3 km até a portaria do Parque. Para se chegar ao PEIB, os meios de transporte comumente utilizados são o automóvel, em sua maioria (75%) e 20% de ônibus (Plano Diretor de Organização Territorial e Desenvolvimento do Turismo em Conceição do Ibitipoca, 2000). Ao se locomover com o automóvel, o visitante tem a disponibilidade de, inclusive, estacioná-lo dentro do Parque.
Já o deslocamento feito por ônibus, leva o visitante até Lima Duarte, e daí até Conceição do Ibitipoca, sendo necessário que este se desloque por mais 3 km até o Parque em veículo locado. O trajeto que vai de Lima Duarte a Ibitipoca leva, em média, 1h15m.
O Parque está localizado a 80 km de Juiz de Fora, 260 km do Rio de Janeiro, 340 km de Belo Horizonte e 470 km de São Paulo

(...)Aspectos naturais
O Parque Estadual do Ibitipoca situa-se no domínio fitogeográfico da Floresta Atlântica. Inserida em meio à Cordilheira da Mantiqueira, em sentido paralelo a Serra do Mar, a Serra do Ibitipoca constitui-se em uma elevação rochosa com altitudes variando entre 1.100 e 1.782 m, onde predominam vegetações campestres denominadas, genericamente, por campos de altitude. Seus campos apresentam fisionomia com semelhanças aos campos rupestres da Cadeia do Espinhaço, em Minas Gerais e Bahia, mas sua flora recebe forte influência de elementos da Floresta Atlântica. (...)

disponível em <http://www.wikiparques.org/wiki/Parque_Estadual_do_Ibitipoca> acesso em 15/07/2018


1º dia no parque

Eram 07h15 da manhã quando cheguei em Lima Duarte, e já sabendo que o ônibus para Conceição de Ibitipoca já havia saído - o mesmo tem dois horários por dia, das 06h15 e das 15h15 - eu não ia ficar esperando o da tarde, a principio até pensei em fazer um tempo por Lima Duarte, mas o cobrador do ônibus me indicou que talvez eu conseguiria uma carona para o arraiá tranquilamente. Assim, desci no local indicado, e andei até uma ponte onde existe quase a obrigatoriedade de frear um pouco e já é a deixa. Um rapaz desceu do mesmo ônibus antes de mim e foi para o mesmo local, mas eu acabei chegando primeiro e lá ficamos pedindo uma carona. O rapaz se chama Ronaldo, ali começamos a trocar uma ideia até que em menos de 20 minutos conseguimos uma carona, porém não ia até Conceição só que nos deixaria faltando 4 km, então entramos na caminhonete pick up (picape). O rapaz da carona trabalha na empresa que detêm as terras ao redor do parque e disse ele que o parque em comparação à essas terras é minusculo, e que foi esse dono da empresa que vendeu as terras para o parque. Bom, até então não sei a veracidade disso, o fato é que ele conhecia bem a região ao tratar do projetos nas estradas, climas, etc. Ou também ele não quis falar que a Igreja Católica era proprietária de tudo.

Descemos, altamente agradecidos por esta carona, e então nos pusemos a andar o restante até o arraiá. Puxa, foi questão de 10 minutos que notamos a necessidade de pedir outra carona, a subida tava bem íngreme e conforme íamos conversando o folego acabava. Ronaldo é de Juiz de Fora e estava em Conceição do Ibitipoca à trabalho, pois faz um belo trabalho com madeiras e decoração de estabelecimentos, no caso estava trabalhando numa tabacaria. Passou um carro de passeio e nada, o próximo carro que vinha era uma saveiro, indicamos o sinal de carona e o moço que dirigia parou e disse < vocês vão ai atrás, mas agachados pra eu não tomar multa com o carro do serviço>. Opa, lógico. E assim ele nos deixou na entrada do distrito. Agradecidos mais uma vez, continuamos a caminhada. Ronaldo parou pra tomar um café no Ibitipão, já eu segui direto sentido parque, que estava uns 3 km dali, pois queria aproveitar o dia ainda e tentar chegar antes das 10h00.

Caminhei por mais 3km até a entrada do parque, sobre o caminho não se tem complicações, é apenas seguir pela estrada parque ibitipoca (link). Ao chegar na entrada do parque, apos ter enfrentado uma subida consideravelmente íngreme, me apresentei com o RG e informei o interesse em acampar. Então já paguei as três diárias, colhi algumas informações básicas e segui rumo ao local de acampamento, distante dali 1,5 km. Passei pela central de visitantes, mas estava fechada devido uma reunião com os bombeiros. 

11:00 da manhã já se passava quando montei minha barraca, portanto, ainda tinha metade do dia para curtir parte do parque. Vale lembrar que existe um limite de horário para inicio das trilhas de acordo com a distância e dificuldade de cada circuito. (Não sei se é levado a risca). Existem três circuitos no parque: Janela do Céu, Pico do Pião, das Águas. Com base nisso escolhi parte do circuito das águas para visitar. Antes, passei pelo restaurante que se já tivesse servindo almoço eu iria almoçar, mas não estava, então pedi um lanche e segui rumo a trilha da cachoeira dos macacos pra na volta almoçar no coma à vontade por R$25,00. Foi minha opção por 3 dias no parque. Muito boa a comida e uma vista esplêndida enquanto se fazia as refeições. 

*Os horários máximos para saída por circuitos são:
- Circuito Janela do Céu de 16km: 10h00;
- Circuito Pico do Pião de 11km: 12h00;
- Circuito das Águas de 5km: 15h00
Lembrando que as distâncias de cada circuito é de ida e volta.

Parti pra Cachoeira dos Macacos que faz parte do circuito das águas, apesar de não ser delimitado circuito por circuito, pois para ir ao pico do pião passa-se pelo mesmo caminho de parte do circuito das águas, assim como se tem acesso à Janela do Céu, mas é inegável a tamanha organização do Parque tendo suas trilhas totalmente autoguiadas e bem sinalizadas (mesmo com a possível negligência do Estado em investir nesse setor). Então não se faz necessário detalhar os caminhos aqui, nem andar com mapas ou guias. 

Cerca de 1,5 km me separava da cachoeira dos macacos e assim iniciei a trilha por um terreno rochoso, à minha esquerda tinha o ribeirão do salto esbanjando beleza pela sua corredeira e pela cor de sua água bege ou avermelhada (devido a decomposição de matéria orgânica vegetal), vale lembrar que se parece com a Cachoeira Shangri-la de São Thomé das Letras que já tive a oportunidade de visitar. O paredão Santo Antonio também estava na esquerda da trilha e antes de chegar até a cachoeira passei por alguns atrativos como: A Ponte de Pedra, o Mirante do Gavião e Mirante da Cachoeira.

Quando cheguei na Cachoeira dos Macacos além de me encantar com o local me pus a dar um mergulho, já que o sol rachava de lindo e forte naquele dia. Mas bastou colocar as pernas na água que senti que não seria tão fácil assim permanecer ali. A água era tão gelada que as pernas formigavam e quase adormeciam. Nunca tinha entrado numa cachoeira tão gelada. Criei coragem para um mergulho rápido em seu poção, sem nem chegar perto da queda. E ali na beira fiquei contemplando a paisagem e lendo um livro, já para absorver de vez o clima do parque ao ver as águas do Rio do Salto continuarem seu fluxo.

Voltei pelo mesmo caminho e cheguei as 15:40 no restaurante. Me alimentei super bem e então fui pros preparativos do descanso. 


Paredão e Rio à esq. da trilha

trecho da corredeira rio salto
Ponte de Pedra, vista do paredão

Cachoeira dos Macacos




2º dia no parque

Despertei bem cedo, era madrugada ainda, mas minha noite foi de preocupação. Pois é, após mais de dois meses de estiagem no parque eis que a chuva resolveu aparecer na minha primeira noite de camping. De fato não foi uma chuva pesadona, mas molhou um pouco em duas arestas da barraca. Mas fui secando das vezes que acordava em meio à noite e sob os pingos. Já às 06:00 da manhã não chovia mais, saí da barraca e fui pro banho. Li um livro até tomar o café da manhã às 08h00 no restaurante e segui rumo ao Pico do Pião, a neblina havia tomado todo o parque, mas assim segui rumo aos quase 5km até o cume.

Que manhã bela e leve, realmente não tinha nem como reclamar da chuva, já que com certeza foi ela a responsável pela leveza daquela atmosfera. E logo em breve pra me surpreender de vez, a neblina se foi e o tempo se abriu. Foi a partir de então que acredito que comecei a reparar realmente na beleza daquela reserva ambiental conservada após ter ficado um tempo sem vê-la. Parece que foi uma revelação perante a escuridão.

Em menos de uma hora já estava eu na bifurcação que leva à esquerda pra Janela do Céu e à direita foi o meu destino do dia. Ainda tinha uns 2km de trilha, trecho que agora seria mais íngreme e constante. Existem diversas grutas ao longo do caminho e as que têm permissão de entrada estão devidamente sinalizadas. (Gruta do Monjolinho, Gruta do Pião e Gruta dos Viajantes).

A caminhada estava agradabilíssima, a chuva da madrugada fez com que toda a visão se tornasse mais limpa e assim se concretizou quando alcancei o Pico do Pião um pouco depois das 10:00 horas. Imagina um cara deslumbrado com o mar de morros no horizonte. Praticamente 360º de vista, já que é o segundo ponto culminante do parque com 1720 metros de altitude. Lá em cima, o que seria uma capela em outros tempos, agora só restou fragmentos e serviu de apoio para que eu pudesse contemplar a paisagem mineira.

Para quem pensou que meu dia acabaria por aí sem maiores novidades, eis que na volta da trilha resolvo passar pelo Lago dos Espelhos, que faz parte do circuito das águas, porém eu não havia visitado no dia anterior, então foi a hora. Já estava no 500 metros finais pra chegar nos lagos, quando encontrei com uma moça que pediu para que eu tirasse fotos com minha máquina e enviasse para ela depois. O fato é que ela estava com o celular descarregado, pois tinha enfrentado longas caronas até chegar em Ibitipoca. Jamile estava em seu mochilão de férias percorrendo diversos estados do Brasil de carona e acomodação gratuita, gastava apenas com alimentação quando precisasse gastar. Realmente não é todos os dias que se encostra pessoas com essa disposição, e é algo que eu admiro muito. Não foi diferente com ela assim que pude ter contato com suas histórias dessa e de outras viagens. Além do mais de Salvador, Bahia. Show!!!

Nosso contato foi breve, um pouco mais de duas horas, mas mesmo assim fomos fazer o circuito das águas pela trilha de cima do paredão até chegar na Cachoeira dos Macacos e voltamos pelo lado da corredeira do salto. Passados 15h da tarde, eu fui almoçar e a Jamile seguiu rumo à cidade, pois ela iria pra São Thomé das Letras ainda. Muita disposição!!!


No Pico do Pião

recompensa da caminhada

opa, cheguei também

entrada gruta monjolinho

corredeira rio do salto

mirante cachoeira dos macacos


3º dia no parque

O desconforto dessa noite foi o extremo frio que fez. Minha nossa, todos os campistas concordaram comigo. Gelou de verdade, ainda bem que o saco de dormir segurou legal. Com relação ao rolê, esse seria o dia da famosidade e da caminhada mais longa. Atrativos de tirar o fôlego: mais grutas, cruzeiro, Lombada (ponto culminante do parque 1787 m.), Cachoeirinha e Janela do Céu.

Normalmente, a trilha se inicia próximo do centro de visitantes, porém fiz a travessia inversa, comecei pelo mesmo caminho que vai para o Pico do Pião. O motivo basicamente era poder voltar com o sol na direção de se pôr.

De fato achei mais fácil quando pude chegar na Cachoeirinha, eram 10h15, eu estava sozinho no local que resguarda raríssimo encantamento. O arco-iris um espetáculo à parte, a queda pouco volumosa, mas alta e linda. Aquela cor diferenciada e ao mesmo tempo límpida, contrastava com a vegetação apoiada nas rochas ao redor do pequeno poço. Muito convidativo para um banho se não fosse a característica gélida do seu líquido. Gostei tanto dessa cachoeira e desse momento que quase apostei comigo mesmo que a Janela do Céu não iria superar, se é que essa palavra cabe.

Andei mais 500 metros até a entrada pra Janela do Céu. O sol pipocava, mas nada demais já que eu estava me hidratando legal e comendo umas barras de cereais nas paradas que fiz. Cheguei primeiro também nesse atrativo, e deslumbrado procurei uma maneira de tirar fotos sem precisar entrar na água (realmente a experiência na Cachoeira dos Macacos me inibiu rs). A Janela do Céu dispensa comentários, é uma vista esplendida no topo de uma queda d'água onde a vegetação esculpiu a janela em si. Toda natural, bela e perigosa. Muita atenção!

Continuei a caminhada, e nesse momento passou na minha cabeça um arrependimento em ter feito o circuito ao contrário, pois ao sair da Janela do Céu, enfrentei uma pirambeira lascada. Alguns caminhantes desciam e já cansados perguntavam se estava chegando a janela, eu dizia que sim, logo bem próximo, enquanto eu subia de passos leves e pés no chão! Uma moça perguntou porque eu fiz ao contrário e eu respondi a questão do sol, mas assim, para o sol se pôr ainda faltava muito tempo rs. Então esse argumento não valia mais.

Bem próximo de chegar no ponto máximo do parque, a Lombada, aquele negócio de arrependimento sumiu logo, pois de fato eu teria apenas descidas a partir de então, e podendo apreciar todo o visual constante, limpo e totalizante daquela caminhada. No topo foi 360º a se perder na imensidão. O lugar é show!!!

Já no restaurante para almoçar, foi difícil disfarçar a felicidade e foi o momento de tomar algumas latinhas de cerveja para comemorar todas essas Ibiticaminhadas bem feitas e revigorantes em meio às terras de Ibitipocas!!! 

Um dos parques mais visitados de Minas é muito bom, talvez algumas pessoas não curtam trilhas autoguiadas e também nos fins de semanas deve certamente lotar de gente. Algo que nos faz pensar no paradoxo de preservação e visitação turística e como relacionar isso com alguma forma sustentável, se é que há sustentabilidade nisso. Porém é inegável que é necessário podermos ter acesso consciente à esses espaços, assim como é visível o potencial para pesquisas na área de Biologia, Espeleologia, Geologia, Geografia, etc. 

Péde Natureza, até a próxima!!!

Dicas gerais para prática de trilhas na natureza:

https://pedenatureza.blogspot.com/2019/01/dicas-gerais-para-pratica-de-trilhas-na.html


eita cachoeirinha

cachoeirinha ibitipoca

só faltou o tchibum

Abre a Janela do Céu

sem se molhar

na Lombada, ponto alto


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