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segunda-feira, 27 de outubro de 2025

10º pico mais alto BR: Pico dos Três Estados – Serra Fina

"É só você se conscientizar que a vida vem da luz da natureza

É só você olhar, sorrir, andar e então verá a luz da natureza

E então verá a luz da natureza

E então verá a luz da natureza"

(Música: As Crianças da Nova Floresta – banda: Recordando o Vale das Maçãs)

Trajeto gravado: https://pt.wikiloc.com/trilhas-trekking/pico-dos-tres-estados-via-nativa-serra-fina-12-07-25-221837292

Trilheiros: Fuca (Carlos) e Fepa (Felipe)

Em 2024 tínhamos visitado a Pedra da Mina, foi desafiador pra mim e não era pra menos, pois as trilhas da serra fina não são de moleza. Ainda não fizemos a travessia completa, mas a partir do fato de ter visitado o 4º pico mais alto do Brasil e já ter feito os mais altos do Parque Nacional do Itatiaia, então por que não fazer o décimo mais alto da lista? Eis o plano pra fazer esse rolê e poder curtir mais e mais essa bela e aclamada região.

Cume/escultura Pico dos Três Estados

O plano consistiu em ir de carro até a Nativa Serra Fina e fazer um bate e volta no Pico dos Três Estados SP/RJ/MG. A hospedagem foi num chalé da Nativa Serra Fina, onde permanecemos por duas diárias (R$ 300,00 as duas diárias por pessoa).

Antes também foi necessário comprar o ingresso de bate e volta sem acampamento pelo site da RUAH Ecoturismo ou pelo whatsapp que eu já tinha adicionado nos contatos desde o ano anterior (R$72,00 cada). O preço sobe do mês de junho pra julho, fica a dica.

No mais, foi encher o tanque do carro e pagar os pedágios numa sexta à noite (11/07/25) rumo à estrada de Itamonte/MG. A trilha propriamente dita faríamos no sábado, dia 12/07/25. A vantagem de se hospedar na Nativa Serra Fina é que fica possível iniciar logo cedo a caminhada, nos primeiros raios do dia.

3 Estados e da Mina...

O Pico dos Três Estados é um destino conhecido no montanhismo, localizado na Serra Fina, que faz parte da Serra da Mantiqueira. Já seu nome se deve ao fato de seu cume, com 2.665 metros de altitude, estar na divisa entre os estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. A trilha é considerada uma das mais difíceis do Brasil e exige bom preparo físico. A forma mais comum de chegar ao pico é por meio da Travessia da Serra Fina, que tem início na cidade de Passa Quatro (MG), sendo necessário fazer os devidos acampamentos, pois pode variar de 2 a 4 dias. Esse trecho, apesar de ser um bate e volta, é exigente também. No final das contas achei menos cansativo que o bate e volta na Pedra da Mina, porém há de se lembrar que a condições de ida e o preparo logístico foi melhor dessa vez.

Pontos de destaque: Só há uma fonte de água nesse trajeto e fica logo nos primeiros 200 metros da trilha. Então é bom ir pensando já nisso e carregar água suficiente, assim como pensar nos lanches de trilha e calçado próprio e confortável. Eu gravei a trilha no wikiloc e deu 15,60 km no total, ida e volta. Um desnível de 1302 metros e trilhados num total de 11h10 minutos.

lá ao fundo

Outro destaque é que curti demais o Pico Alto dos Ivos (ou o cume convencionado em termos de trilha) pois lá tive um visual muito legal e por várias direções. Por um lado conseguia avistar o Parque Nacional do Itatiaia, a Pedra Picu, a Serra do Papagaio, etc. De outro lado, o destino do dia, outros cumes da Serra Fina e, mais ao fundo, pontos importantes da Mantiqueira.

Papagaio


Picu



PNI

Sobe e desce



Foto por Felipe Fepa.

quinta-feira, 31 de julho de 2025

9º Pico mais alto BR – Pedra do Sino de Itatiaia

A Pedra do Sino de Itatiaia é o 9º pico mais alto do Brasil com 2.670 metros de altitude. Considerando o perímetro do Parque Nacional do Itatiaia (PNI), fica em terceiro lugar, atrás do Maciço das Agulhas Negras e do Morro do Couto.

Mapa wikiloc gravado:   

https://pt.wikiloc.com/trilhas-trekking/pedra-do-sino-circuito-5-lagos-pn-itatiaia-21-06-25-218997208

Finalizando circuito - Agulhas Negras PNI


Nessa ocasião fizemos pelo Circuito do 5 Lagos, então finalizamos a caminhada bem onde começamos tendo o grande momento a chegada ao cume, mas nunca é demais frisar que boa parte do gosto por essa trilha se dá justamente durante o trajeto, pois o cenário parece realmente coisa de um mundo distante, desconhecido, imaginário – ou seja – de outro mundo. No entanto, está aqui próximo de nós, nesse caso falando pela ótica de quem vive na região sudeste do Brasil.

no caminho

Pedra do Sino deve ser porque sua forma arredondada de existir ali há muitos e muitos anos pode parecer um sino. Contudo, como dito, o caminho não deixa nada a desejar com o objetivo, pois a trilha passa por paisagens deslumbrantes e outras formações rochosas icônicas do parque, como a cachoeira do Aiuruoca, os Ovos da Galinha e a Pedra do Altar.

A trilha até o cume é considerada difícil e exige bom preparo físico. Em termos técnicos é trilha moderada, então a dificuldade pode ser mais pela extensão do percurso completo que de ida e volta pode chegar a cerca de 19 km. É uma das ascensões mais extenuantes do parque, mas o esforço é recompensado com vistas panorâmicas de 360º e a possibilidade de avistar o Pico das Agulhas Negras de um ângulo diferente.

Avistando um Lago
Dessa viagem, essa trilha fez parte do nosso segundo dia no parque. Estávamos hospedados no Espaço Cuiamazon, em Itamonte (lugar recomendado by the way), e partimos numa manhã rumo à Garganta do Registro. Já tínhamos feito nosso desjejum na própria pousada, e devo destacar que fez total diferença no desempenho da nossa caminhada, pois foi um café da manhã bem diversificado, nutritivo, saudável e saboroso – realmente de parabéns. Com isso, nem precisamos parar na Garganta e seguimos direto subindo e subindo a estrada de terra (ou rodovia BR de terra). Antes de reclamar e se lamentar pela possível judiação do carro, vale notar que a estrada melhorou bastante comparado com a vez em que estivemos por lá, em 2022.

no caminho - papagaio lá no fundo
Algum tempo depois, agora mais próximos do parque, avistamos alguns carros estacionados, no canto da estrada mesmo, provavelmente é parada pra quem vai fazer a trilha da Pedra Furada, que é uma trilha mais fácil, não precisa pagar entrada do parque, figura entre as maiores de altitude e tem um belo visual. Todavia, não fomos nessa ainda. Tá nos planos e tem outra por ali também, só que do outro lado da pista.

Enfim, chegamos na portaria do PNI – Posto Marcão, compramos nosso ingresso do dia: R$ 44 inteira do meu primo Felipe Fepa. O meu foi meia entrada R$ 22 e mais R$ 25 do estacionamento. Falamos na portaria o destino e a via, pois para se chegar na Pedra do Sino é ligeiramente mais perto começar pelo Abrigo Rebouças, mas o nosso roteiro começaríamos pelo Circuito do 5 Lagos e pra isso estacionamos já ali perto da portaria.

Ovo de Galinha
Era um sábado bem agradável que se iniciava, dia 21/06/25, e por volta das 08h00 incitamos nossa pernada.  A trilha sempre bem demarcada, seguíamos também um trajeto no wikiloc, mas geralmente até a base da Pedra do Sino caminha-se sem tamanhas preocupações, pois existem muitas placas nos cruzamentos e bifurcações que aparecem.

08h15 apareceu uma para ida ao pico dos cones, porém seguimos direto, continuando num ritmo legal e com um sol básico na nossa frente e até esse trecho foi uma subida de leve. Adiante, passamos a perder um pouco de altitude na caminhada pra logo avistar o primeiro Lago do circuito. O panorama dele é bem interessante, pois atrás do lago já vemos a formação do ovos de galinha, todo um vale lindo e muito picos ao redor.

pose pros ovos de galinha
Passamos por 2 pontos de água de fácil acesso, mas é bom usar clorin, pelo menos. Depois de um tempo descendo e depois caminhando no plano, chegou a bifurcação para a subida aos Ovos de Galinha. Rapidamente a fizemos e logo depois já partimos pro ataque à Pedra do Sino.

Como a trilha tava bem tranquila, eu achei que nesse momento que ia pesar mais. Mas assim, com aquela cautela de sempre é uma rocha bem legal de fazer ascensão, pelo menos não tem tanto trepa pedra, é só seguir o passo cadenciado e prestando atenção nos totens e no meu caso no mapa wikiloc também.

visual
Ganhamos altitude rapidamente pra então prosseguir pelo trecho final, um pouco mais exposto, porém ainda assim tranquilo, sempre com as cautelas de praxe. E assim foi que conseguimos chegar no nono cume mais alto do Brasil, por bem dizer já tá chegando um número bom pra se fechar os 10 maiores BR rs.

Por fim, como dito, o caminho até finalizar o circuito nos ofertaria um inebriante encontro com a Pedra do Altar e alguns aventureiros descendo de rapel. Além disso, mais à frente, uma esplêndida vista do Maciço das Agulhas Negras pelo ângulo frontal e bem imponente. Ufa! Que oportunidade bem aproveitada, só há de agradecer à natureza por tudo isso proporcionado. Foi Show! Até uma próxima visita PNI.

Pé de Natureza, tmj!

dia legal
Outras trilhas lá:

8º Pico Mais Alto BR – Circuito Morro do Couto x Base Prateleiras – PNI

https://pedenatureza.blogspot.com/2025/07/8-pico-mais-alto-br-circuito-morro-do.html

Pico das Agulhas Negras – Parque Nacional Itatiaia – MG/RJ (2019)

https://pedenatureza.blogspot.com/2019/11/pico-das-agulhas-negras-parque-nacional.html

Pedra do Altar e Morro do Couto – Parque Nacional do Itatiaia (2022)

https://pedenatureza.blogspot.com/2023/04/pedra-do-altar-e-morro-do-couto-parque.html

 Playlist de vídeos Curtos dessa trilha.

https://www.youtube.com/watch?v=zd9KUlJJP1U&list=PLTpd6B8CHfMgu7slr8HXnKCQx53Dv8j6A&pp=gAQB

MAIS FOTOS

Visual Agulhas


flora

foto Fepa


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quarta-feira, 9 de julho de 2025

8º Pico Mais Alto BR – Circuito Morro do Couto x Base Prateleiras – PNI

De volta ao PNI (Parque Nacional do Itatiaia) para fazer dois circuitos que abrangem o 8º e 9º picos mais altos do Brasil. Morro do Couto e Pedra do Sino, respectivamente. Em 2022 havíamos visitado o parque supramencionado em um contexto pós-pandemia e procuramos fazer algo bem de boa, justamente pra engatar o ritmo aos poucos. Naquela ocasião fizemos a Pedra do Altar e nem completamos o Couto, porém pegamos dias bem bonitos e foi uma paz na Pousada/Camping que escolhemos. Daquela vez foi a Pousada dos Lírios, dessas vez foi o Espaço Cuiamazon, local onde tivemos uma estadia e experiência bem legal.

Mapa Wikiloc: https://pt.wikiloc.com/trilhas-trekking/circuito-couto-x-base-prateleiras-parna-itatiaia-19-06-25-218715885

Após o Couto e Serra Fina no fundo

O PNI por bem dizer dispensa comentários por aqui, pois, pra começar a história, é o primeiro parque nacional do Brasil e figura entre os destinos mais requisitados entre os trilheiros/montanhistas de toda parte. Cobra-se um ingresso para adentrar e curtir o parque, existe a parte alta e também a baixa. Em suma, é importante acessar o site do parque tanto para conhecer a opções, taxas e a própria história do parque, já que não a descrevi por aqui.

O roteiro foi simples. Um feriado de Corpus Christi decidimos fazer 2 bate e volta no PNI, o primeiro dia já fomos direto de SP, descansamos no dia seguinte e no subsequente fizemos outro circuito. Foi isso!

Eis um lugar que demorei demais pra visitar, sempre foi difícil de logística, ainda mais pra quem sempre priorizou viajar sem carro. Contudo, pra esse destino é muito importante estar com veículo, e se for o caso de fazer travessias, a melhor opção é contratar um resgate da região.

Então fomos de carro, partimos de SP umas 03h30, colocamos o destino no Waze (Posto Marcão Itatiaia) e rumamos pra estrada. Em grande parte pela Rodovia Dutra até chegar na BR-324, Rodovia Engenheiro Passos/Itamonte. Nesse momento começou a subida de serra numa estrada de pista única até chegar na Garganta do Registro, daí foi só virar à direita e subir direto na via que leva até a portaria do parque no planalto. Essa última estradinha de terra está bem melhorada do que anos anteriores, mas ainda assim é complicado pra carros baixos, dá uma judiada.

Antes, tomamos um café da manhã reforçado lá na Garganta do Registro, no Bar do Miguelzinho. Diga-se de passagem que tava tudo muito bom, desde o café até o queijo, dentro dos lanches então era só alegria, barriga forrada e energia pra fazer uma bela travessia, na verdade um circuito: Morro do Couto x Base Prateleiras, que daria um total de 12,5 km aproximadamente.

Já tínhamos assistido o dia nascer e vinha dia bom, a previsão para os dias não era de chuva, pois no final de junho costuma chover bem menos naquela região, por isso é propício subir tais picos sem o risco de tempestades, raios e afins.

Deixamos pra comprar nossos ingressos lá na Portaria Posto Marcão, agora aceitam cartão na hora, ou seja, é possível passar na maquininha. Lembro-me que da outra vez tivemos que entrar no site através do wifi fornecido na portaria, irregular por vezes. Normalmente, a gente deixa pra comprar na hora quando não tem o risco de ficar lotado e porque, às vezes, devido ao trabalho, pode haver alterações nas datas e tal. Mas enfim, pagamos 2 entradas e o estacionamento.

cume
subindo

 

Até o Cume

A manhã tava gelada, tive que tirar a luva pra ligar o trajeto no app wikiloc e também já gravar a nossa caminhada que, apesar do parque ser bem demarcado e sinalizado, é sempre bom ter o costume de andar com um mapa da trilha.

O primeiro trecho é uma subida de via calçada, nada de dificuldade até virarmos à direita e iniciar o trecho de trilha propriamente dito. A caminhada seguiu muito tranquila, o visual é estonteante de lá, tanto dos atrativos do parque como da serras ao redor, que de lá parecem tão perto, mas estão a quilômetros de distância. No caso é que são tão imponentes que aparenta estar pertinho.



A trilha do Morro do Couto é uma das mais procuradas da região, então sua trilha permanece demarcada e vale o destaque pra manutenção da trilha que tá em dia. Portanto, é um ótimo custo-benefício devido à sua beleza e à relativa facilidade de acesso para montanhistas iniciantes, mas ainda assim exige preparo. O cenário dos Campos de Altitude é muito peculiar e o da Serra do Itatiaia é algo de outro mundo.

Para chegar ao cume do Couto é preciso vencer um trepa pedras moderado, com cuidado é possível vencê-lo na paciência e já vi crianças fazendo também. Esse trecho fica bem perto do pico e daí é só alegria... curtir o 8º mais alto do Brasil com uma vista 360º pra diversas serras e atrativos do parque. Em suma, esse cume oferece vistas panorâmicas do planalto do Itatiaia, junto com o Pico das Agulhas Negras, Pedra do Sino, Asa de Hermes; da Serra Fina (com a Pedra da Mina em destaque no 4º ponto mais alto BR), da Serra do Papagaio e do Vale do Paraíba.


Até a Base Prateleiras

Após uma breve pausa de contemplação, continuamos rumo à Base Prateleiras por um caminho muito interessante, que enxergávamos através dos jogos de rochas toda a travessia. Perdemos um pouco de altitude, pra depois seguir sem grande aclives ou declives, passamos por um suposto ponto de água (não achamos água lá nessa época). Adiante, com 2km após o cume, encontramos uma bifurcação: Abrigo Rebouças à esquerda e à direita, Toca do Índio (800m) e Base Prateleiras (2km). Com mais uma caminhada, apareceu a opção para um Mirante de visual pro Agulhas Negras.

Após esse mirante, o atrativo foi a Toca do Índio, algo que eu não tinha imaginado que seria tão interessante, são rochas enormes que formam uma espécie de abrigo, ou seja, um pouco de sombra naquele momento e um friozinho da serra também.



Depois, subimos uma rocha e trilha que continua. O próximo atrativo foi uma rocha no formato de Poltrona, de um ângulo tem o visu do Agulhas e por outro ângulo, o Prateleiras. Uns clicks necessários e já estávamos avistando o Prateleiras mais de perto e assim seguir pro segundo trecho um pouco mais exigente, o de subir até a base do prateleiras. Mas enfim, vimos crianças fazendo essa trilha também, é preciso muito cuidado, mas realmente é possível. Ao chegar na base, foi tempo de uma pausa a mais.


 Antes de subir esse trecho, pudemos perceber a quantidade de visitantes naquela parte, ouvimos que em apenas 1 grupo havia mais de 40 pessoas. Logo imaginamos a organização de tal empreitada, porém anteriormente a trilha foi feita com um público mais razoável, já neste ponto a montanha ficou com mais barulho. Tudo joia também! Prendendo a atenção agora mais pra direção da rocha do Prateleiras, deu pra perceber a dimensão da natureza ao ver um grupo descendo de rapel, minúsculo lá ao longe, um único destaque para a corda que usavam, aquela cor chamativa de verde fluorescente rs.

Dali decidimos seguir em direção ao Abrigo Rebouças, ou seja, voltar pra estradinha de terra no intuito de completar o circuito, o cansaço já batia ali, até pelo acumulo de ter viajado e já chegar pra trilhar. Minha água já tinha acabado e eu ia repor lá no Abrigo mesmo. Se quiséssemos ainda poderíamos esticar a travessia e continuar pra mais atrativos, mas a volta era mais prudente naquele momento. Eu mesmo já tava satisfeito e dias depois voltaríamos pra fazer a Pedra do Sino via Circuito dos 5 Lagos.

Circuito
Dados





  






Quando atingimos a Abrigo, reabastecemos de água, fomos no banheiro, fizemos um lanche de leve já pra encarar os último 3km até o estacionamento. E foi assim que finalizamos um belo circuito com 12,8 km num parque que não para de surpreender os amantes das caminhadas.

Tmj, Pé de Natureza!

Pico das Agulhas Negras – Parque Nacional Itatiaia – MG/RJ (2019)

https://pedenatureza.blogspot.com/2019/11/pico-das-agulhas-negras-parque-nacional.html

Pedra do Altar e Morro do Couto – Parque Nacional do Itatiaia (2022)

https://pedenatureza.blogspot.com/2023/04/pedra-do-altar-e-morro-do-couto-parque.html

 Playlist de vídeos Curtos dessa trilha.

https://youtube.com/playlist?list=PLTpd6B8CHfMhHLmlktEAvu8dBQmhkKjOK&si=p_3revdj1QaL6PtY


 

sexta-feira, 24 de maio de 2024

Pedra da Mina via Paiolinho: um bate e volta puxado.

Trilha: Pedra da Mina (alt. 2798 m.) - 4º pico mais alto do Brasil.

Data: 18/05/2024 (bate e volta)

Trilheiros: Fuca e Fepa

Km: 16 aproximadamente - Nível: Muito difícil.

Wikiloc (gravado celular) = https://pt.wikiloc.com/trilhas-trekking/pedra-da-mina-via-paiolinho-171158614?utm_medium=app&utm_campaign=share&utm_source=2638789

Wikiloc (referência) = https://pt.wikiloc.com/trilhas-montanhismo/trilha-pedra-da-mina-via-paiolinho-mantiqueira-28954633


Pedra da Mina via Paiolinho: um bate e volta puxado.

Um certo fim de semana de maio de 2024, fomos andar e nos aventurar pela desafiadora Serra Fina, não para fazer a clássica travessia, mas para encarar um bate volta puxado de 1 um dia. No caso, o Pico da Pedra da Mina, via Paiolinho.

O dia escolhido foi um sábado, que foi trilhado por toda sua extensão do dia, e com trechos feitos à noite. No total, em torno de 15km ida e volta, mas não pensem que é pouco, pois o terreno acidentado por demais, as inúmeras escalaminhadas durante o trajeto, sobe e desce de morros, falsos cumes, etc., faz com que essa tarefa seja árdua por demais, aqui (lá), mais do que nunca, além do preparo físico, o psicológico precisa ajudar da mesma forma. Caso contrário, ocorre a desistência! Mas, como desistir de uma montanha? Principalmente quando já se está no meio do caminho? O sofrimento pode ser menor, voltando antes pra se preparar mais numa outra ocasião, porém o sofrimento psicológico posteriormente pode ser forte também. Uma escolha difícil. Então, é bom ter em mente que é fatigante, sim!


 

Planejamento

Chegou a temporada de encarar as montanhas, pegar dias com menos chuvas e com poucas chances de trovoadas, ah como era esperado essa época. No plano de uma trilha como essa é crucial saber a previsão do tempo, não tem margem para encarar tempestades nessa região – e isso eu me perguntava sempre lá no caminho: “imagina isso aqui na chuva?”

Outro ponto do planejamento é já agendar e comprar o ingresso de acesso ao RPPN, que é administrado pela Ruah! Ecoturismo. Lá, no site dessa empresa, tem as informações necessárias para adentrar tal trilha. Para o bem ou para incômodos, eles estão lá, nem sempre com preços acessíveis, mas parece que acaba por colocar uma certa ordem na situação. Ainda mais tendo em vista a fama que a Serra Fina possui e com isso atraindo muitas pessoas a fim de buscar momentos de aventuras. No entanto, nem sempre todos se comprometem a ter uma postura de mínimo impacto na serra, isso é o que intriga, pois o desfecho pode culminar em grandes desastres.



Então, ao comprar os ingressos, além de assinar os termos de responsabilidade, tem que ter alguns itens obrigatórios para trilhar. A título de exemplo: Shit Tube, Headlamp (Lanterna de cabeça), Manta de Emergência, Apito, Celular com carga, GPS (recomendado o Wikiloc da trilha – o app), etc.

Ingresso bate-volta: R$ 67,00 reais por pessoa visitante. ( https://trilhaserrafina.com.br/ )

Outro ponto é a questão da hospedagem. No nosso caso preferimos ir direto pro parque na madrugada, pois como iniciamos viagem após o trabalho numa sexta-feira, não compensava ir pra hospedagem chegando tarde lá (na hospedagem) e precisando acordar já cedo na madrugada. Mas essa escolha de ir direto até a portaria da trilha – Fazenda Serra Fina – é uma escolha cansativa também, até porque uma noite com um sono bem dormido não vai ter – e não teve rs.

Até tentamos alguns contatos, mas como não deram certo resolvemos ir direto pensando que conseguiríamos acampar no estacionamento da Fazenda Serra fina. Para nossa surpresa, tinha uma porteira fechada de cadeado a uns 2km ainda da guarita da trilha. Ok, cochilamos no carro mesmo. Não tava muito frio, o céu muito estrelado, mas não tinha tempo de ficar olhando pro ar, o jeito foi arriar os bancos e tentar algum cochilo que surgisse do nada, em meio à ansiedade também de já iniciar e de estar em viagem.

A estrada terra dava pra subir porque não tinha chovido por dias, mas em dias chuvosos deve ficar muito difícil de subir hein. Meu primo, Fepa, estava no volante e, já cansado também da viagem, levou o trecho mais ou menos numa boa. 01h30 da manhã estacionamos bem em frente dessa porteira fechada.

(dica: Pra facilitar já joga no google maps o trajeto antes, mesmo que use o waze na viagem. Ou até mesmo baixe o wikiloc desse trecho, de Passa Quatro até a Fazenda Serra Fina)

Outro ponto é a questão da alimentação, jamais subestime esse item, pois tem gente que não vive sem um café da manhã reforçado, outras pessoas preferem ter um almoço reforçado. Enfim, como é um bate e volta a intenção é justamente subir com menos peso possível, então inviável levar fogareiro e tudo mais, foi pensado, assim, em lanches de trilha, coisas para dar energia e sustância ao mesmo tempo.

(dica 2: Agora voltando à questão da hospedagem, a que usamos no retorno de tudo. O Fepa conseguiu um contato bom, de um Hostel recomendadíssimo: o Hostel Vila Carioca [Passa Quatro], bem aconchegante, receptivo e com bom custo-benefício. Um apartamento com 2 camas, banheiro com chuveiro quente, frigobar, toalhas, roupa de cama, café da manhã, da tarde, etc. saiu por R$ 230,00 pra 2 pessoas. Foi tudo que necessitávamos naquele momento da volta...)

Na trilha

Deu 05h00 em ponto e o rapaz que ficaria na guarita abriu a porteira. O cochilo passou tão rápido que parece que só pisquei. Nesse trecho a subida continua forte e cada vez mais íngreme. Não é pra menos, já iriamos parar na guarita que fica a aproximadamente 1550 metros de altitude. Agora, só pra ter uma ideia da bucha em que nos envolvemos, o cume da Pedra da Mina possui 2798 metros de altitude, e tudo isso de diferença deveria ser vencido não só subindo, mas descendo também, pois imagina você pensar que está se aproximando do topo, daí vem uma descida pra testar sua paciência, rs...

Haja paciência, é verdade, pois paciência é uma das virtudes, não é? Quando você pensar em dizer que nem seria tudo isso que dizem, calma, você terá a resposta no final, rs...

Eu iniciei a trilha sendo uma pessoa, aquela determinada, confiante, sem dores, cheia de fôlego, na volta a história foi outra.



Batia 05h40 quando já estávamos caminhado pela mata fechada, um trajeto sem muito aclive, um caminho sem obstáculos, como se fosse um passeio de bosque. O dia não tinha amanhecido ainda. Usávamos lanterna para iluminar os passos adiante. Andávamos rápido, tinha um grupo mais atrás, só que iriam acampar e, com isso, estavam mais pesados. Logo mais à frente vimos que esse grupo se dividiu em 2. Com 4 integrantes em cada um deles, o primeiro grupo nos passou após 1 hora de trilha. Nesse momento, já não precisávamos mais usar nossas lanternas e já tínhamos feito uma pequena pausa uns 10 minutos antes.

As bifurcações que mostravam no mapa - o wikiloc que eu tinha arquivado no off-line do meu app – não se fizeram presente nessa trilha, pois o parque fez um trabalho de “fechar” essas bifurcações, e aqui adianto, a trilha se encontra praticamente autoguiada, pois nos pontos de altitude mais elevada, têm-se os totens indicando o caminho correto, além de estarem também com o reflexo para lanterna em casos de caminhada noturna, e, além do mais, não tinha capins pra atrapalhar no curso do trajeto.

Depois de mais de 1 hora de trilha a subida começa a ficar mais inclinada, a erosão e obstáculos da trilha já se faz presente, o primeiro ponto de mirante chega a aparecer. Então a partir daí é só subida de fato. No entanto, acalme o coração, pois o trecho mais temido, o mais falado, talvez o mais desafiador do dia, ainda estava por vir: a subida do “Deus Me Livre”.



Após passar por uma clareia para acampamento, chegou então o último ponto de água, no caso é um ponto de água que se tem em toda a temporada, não seca. Esse ponto de água é importante pois se localiza bem no pré-Deus Me Livre. Depois disso, prepare-se para escalar e se trepar nas rochas. Aqui, não só força, mas paciência, novamente. 2 horas de trilha já tinha se passado. Momento esse que pensei que chegaria no cume com 5 horas no total... ledo engano. Mesmo já tendo ultrapassado o grupo que estava à nossa frente.

Com o Deus Me Livre vencido (em partes – tinha a volta rs) começou-se então a descida desse morro. Nisso, já avistava bem imponente a ascensão do morro “Misericórdia”. Até aqui tudo ia bem comigo, até que nessa descida passei a sentir uma velha dor que me vem acompanhando há tempos, sobretudo depois que jogo futebol ou fico muito tempo em pé. É uma dor na sola do pé, bem na região do calcanhar! Foi nesse instante que percebi que qualquer trecho de descida seria trabalhoso pra mim, no sentido que eu teria que evitar um impacto direto, ou seja, teria que aliviar e não pisar primeiro com o calcanhar, rs.

Uma coisa eu tinha na cabeça, quando esquentasse mais, essa dor iria passar... ledo engano novamente. Mas segui!



Eu entendo as pessoas falarem do Deus Me Livre, mas o Misericórdia judia da mesma forma. Minha nossa, que sequência é essa. Não é pra pouco, não. Puxado de fato!

O que torna tudo mais empolgante é a paisagem ao redor. Ah como essa região é bonita, que serra massa em nosso entorno. Olhar para o caminho traçado se torna uma cena de filme, um cenário desenhado com as melhores intenções possíveis. Ora vemos a cadeia de montanha da Serra Fina, ora avistamos a cidades bem pequeninas lá ao longe, quando não, estamos apreciando outras montanhas da Serra da Mantiqueira. Leva-nos a pensar que vale a pena, apesar de ser puxado.

Já tinha dado 5h10min de trilha quando eu estava próximo da base da Pedra da Mina. Acredito que era umas 11h25. Ou seja, nada de cume em 5 horas. De fato foi em 6h25min.


Antes de me acelerar para o ataque à Pedra da Mina, sentei (quase deitado mesmo rs) e pensei que não aguentaria, mas eu já tava pensando na volta. Ia ser tenso! Mas, mano, pra quê sofrer por antecedência...

Quando a neblina tomava a atmosfera, o tempo esfriava, daí eu colocava a blusa, mas logo o sol aparecia novamente, então tirava a blusa. Por bem dizer levei 2 blusas e nem usei direito. Uma coisa eu posso dizer que deu bom pra nós, foi o fato de ter ventado muito pouco, ufa! Lembro-me que no Pico dos Marins a ventania não cessou um segundo, aumentando consideravelmente a dificuldade de locomoção, aqui não tivemos esse problema.



Ah o Vale do Ruah, uma tela bela sob nossos olhos, foi só olhar para o lado, revitalizou pra subir o último trecho. Vencido, foi assinar o livro de cume, descansar um pouco curtindo visual, enquanto chegava um pessoal vindo lá da Toca do Lobo.  Já dos que tinham acampado lá em cima, uns 20 minutos depois de nossa chegada eles se foram.

Apesar de estar no topo, o pensamento nem sempre era favorável, era um misto de sentimentos. Por um lado, sensação de missão cumprida, sensação de objetivo alcançado. Por outro, nem tanto, pois ainda tinha a volta. Aqui, o ditado de que pra 'descer todo santo ajuda', não cabe nadinha. É real que eu estava cansado e, com a pausa, as dores no pé e nas coxas eram evidentes. Todavia, como dito, já não tinha como desistir, o jeito era se tornar outra pessoa, a pessoa da descida – aquela pouco determinada, com dores, pouco fôlego e quase chorona (reclamona) rsrs!



13h20 marcou o tempo da volta, encontraríamos mais pessoas fazendo o trajeto de ida, a maioria era a galera que ia acampar pra ver o pôr do sol e conseguintemente o nascer do sol no dia, isso se acordassem, é claro.

Além dos que estavam subindo, tinha um grupo que veio lá da toca do lobo, passando pelo Pico do Capim Amarelo, pela Pedra da Mina e descendo via Paiolinho. Esse grupo eu deixava passar, pra eu ir numa boa, meu primo foi bem à frente também. Vez e quando ele esperava num certo ponto. Quando ele retomava, daí era a vez de eu parar um pouco.

Percebi que tinha gente fazendo uma trilha dessa magnitude pela primeira vez, (ou até mesmo a primeira trilha deles?) e percebi que estavam frustrados pela tamanha dificuldade física, não técnica. Estavam com guia (talvez nem seja guia propriamente dito) que seguiu com parte do grupo bem avançado e deixou a maioria pra trás. Só vi que começaram um bate-boca bem entre morros, uma parte lá do Misericórdia e outra parte no cume do Deus me Livre. “Se fosse pra trilhar sozinhos não pagaríamos caro por um guia, etc”. Um exemplo das falas, rs.



Sei que pra atingir aquele ponto d’água lá na base do Deus me Livre demorou demais. Pensava que nunca ia chegar. O céu se preparava pra escurecer, foi questão de minutos e me pus a trilhar no escuro (mas com lanterna). Assim foi até as 20h20min, quando cheguei na portaria e dei baixa no meu nome. Nesse tempo o moço da guarita tava preocupado, algumas pessoas que marcaram bate-volta provavelmente iriam acampar lá. Outro grupo, o do guia mesmo, tava bem atrás e esse “guia” teve que voltar lá, em sua trilha noturna, para resgatar seus clientes, não parceiros de trilha.

Enfim, a volta fiz em 7 horas, sofridas por demais. Preciso de mais preparo, pois essa é puxada. Mas no final é agradável. Até porque prevalece o trecho que assinei no livro do cume:

“Quero assistir o sol nascer... ver as águas dos rios correr... ouvir os pássaros cantar... eu quero nascer, quero viver.... Deixe-me ir, precisar andar.....”

Pra um dia encarar a Travessia completa da Serra Fina!!!

Pé de Natureza!

Domingão: Parque Florestal Passsa Quatro


domingo, 14 de maio de 2023

Pico dos Marins, Piquete – SP (bate-volta)

Uma trilha que marcou 2022 de forma positiva, assim como a ida ao Parque Nacional do Itatiaia, foi a subida ao Pico dos Marins, em Piquete, SP.

Fepa assinando o livro do cume: Pico dos Marins

Por bem dizer, o Pico dos Marins dispensa apresentações, faz e fez parte do roteiro de muitos trilheiros. O lugar também foi palco de alguns acontecimentos polêmicos e tristes. No entanto, com certeza concedeu muita alegria e sentimento de superação para muita gente. A natureza é exuberante.

Como demonstrado, o Pico dos Marins é um importante destino pra quem faz trekking e está localizado na Serra da Mantiqueira, com seus mais de 2420 metros altitude. Possui uma trilha que exige um preparo do trilheiro, tanto em questões físicas, psicológicas, materiais, de logísticas e mapas de navegação.

Fomos de carro, eu e o meu primo Fepa, na data de 17/08/22, e seguimos direto para o Refúgio do Pico dos Marins. Esse local conta com um bar e lanchonete e tem também dois quartos com camas para pousar, o preço é de boa e foi a escolha pra descansar da viagem e se preparar pra trilha do dia seguinte.

(Aqui o trajeto no google mapas de Piquete até o Refúgio dos Marins.) 

https://goo.gl/maps/ez9A2NwdpvgpdaV79

O casal que nos recebeu lá é super gente boa e assim ouvimos suas histórias dos causos local. Para o estacionamento paga-se uma taxa pra deixar o veículo.

Com tudo pronto, na manhã do dia 18/08/22 seguimos às 06h rumo ao Pico dos Marins, o nosso rolè seria um bate-volta, pois a previsão pro dia seguinte era de chuva, e também porque eu não estaria confortável em caminhar com mais peso na mochila, já que também estava apenas voltando a fazer trilhas.

Vale frisar que após a pandemia fiquei totalmente fora de forma, ou seja, eu fui um dos adeptos do isolamento na época em que a vacina não tinha saído. Mas, voltando ao rolê, seria então uma média de 12km no dia, o rolê completo ida e volta durou umas 11 horas.

Com o trajeto devidamente baixado para funcionar mesmo off-line na montanha, iniciamos a caminhada quando ainda nem se tinha amanhecido, tínhamos como primeira parada de referência o Morro do Careca.

No Morro do Careca já podíamos avistar o céu azul com um lindo dia se formando, mas para a caminhada havia um aspecto que atrapalharia um pouco: o vento. Ventava muito, de incomodar mesmo – principalmente na região do rosto – e trazer insegurança para se passar em alguns trechos.

A jornada em si não exige equipamentos técnicos, porém existem pelo menos dois trechos que se faz necessário uma extrema atenção e um pouco de noção técnica para não escorregar. Com isso, acho essencial possuir uma boa bota de trilha para aumentar a aderência em alguns trechos de rocha.

Nesse dia o que trouxe bastante segurança foi ter o mapa da trilha plotado no celular do Fepa, pois realmente tem alguns pontos onde se pode confundir as bifurcações e a direção da continuidade da trilha.

Wikiloc gravado: https://pt.wikiloc.com/trilhas-trekking/pico-dos-marins-serra-da-mantiqueira-111074522#lb-embed

Um dos wikilocs de referência: https://pt.wikiloc.com/trilhas-montanhismo/trilha-pico-dos-marins-serra-da-mantiqueira-38441134

Isso muitas vezes é causado devido ao visual que temos da cadeia de morro, que faz deixar de perceber a volta que se faz para alcança-lo. Então, não deixamos de olhar o caminho que estávamos seguindo e por umas duas vezes foi possível corrigir erros de trajeto.

Outra coisa que acho interessante levar em consideração, é o fato de que o bate-volta é um pouco puxado, ainda mais pra quem esteja sem costume de fazer tal atividade. De uma outra vez com certeza gostaria de ir para acampar mais próximo do cume e até quem sabe fazer a travessia Marins x Itaguaré, é só questão de tempo.

Na volta, fiz muitas paradas e com isso o tempo de duração da atividade foi de 11 horas no total, com umas 5 horas em movimento, mas o normal é realizar em menos tempo. 

O trecho chamado elevador assusta um pouco de cara, porém dá pra subi-lo e desce-lo numa boa. O ataque final ao cume também exige um esforço maior e com cautela ele é vencido.

Enfim, também é de se considerar que não se deve levar essa montanha na brincadeira, é necessário preparação, pensar nos detalhes e ter alguém com certa experiência para evitar as tormentas num passeio que tem tudo de bom para oferecer. (leve água, lanche, kit primeiro socorros, etc.)

Péde Natureza!

FOTOS:










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