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sexta-feira, 12 de abril de 2019

Pedalando até Bertioga desde Mogi das Cruzes – 60km


Pedalando até Bertioga desde Mogi das Cruzes – 60km
Fevereiro-2019

Após um certo tempo sem postar algo, eis-me aqui dando o ar da graça. De fato, vou escrever sobre um rolê que já ocorreu há alguns meses e foi também uma modalidade diferente da que eu sou acostumado a postar, agora é sobre Ciclismo. A aventura da vez foi colar pra praia em Bertioga, de bike, via Mogi das Cruzes descendo a Rodovia Mogi-Bertioga. Enfim, deu na certa que foi role loko.

eu- Fepa - Igor


Aproveitando um domingão que a previsão indicava Sol o dia todo, fomos pra empreitada que deu em torno de 60km no total. Bom. Teve um momento que foi apenas descida, mas mesmo assim despendeu um exercício e tanto. O grupo era: eu, o Fepa e o Igor.

A intenção era embarcar nos primeiros trens do dia, mas como sabemos das correrias, ocorreu certo atraso. No fim, apesar de não me recordar bem dos horários agora, atrasamos bem umas 3 horas.

Aos sábados, depois das 14h, e aos domingos, o dia todo, podemos levar nossas bicicletas no último vagão do trem, e essa foi a deixa para fazermos esse pião numa logística de boa. Lógico, levamos as ferramentas e equipamentos essenciais para pedalar, tais como capacete, luvas, água, lanche... e também estávamos preparados para eventuais manutenções nas magrelas, câmara reserva, jogo de chaves fundamentais, bomba de ar portátil, lanterna, etc.

Ao descer na estação de trem Mogi das Cruzes, linha 10 coral da cptm, seguimos direto por apenas uma via até chegar na mogi-bertioga. Essa avenida se chama Dr Deodato Wertheimer e por ela seguimos sentido litoral, de boa e sem bifurcações. Claro que pedalamos pelo acostamento sendo que alguns momentos ainda assim são perigosos, prestamos bem atenção e bora de pedal. O Fepa e o Igor aguentaram firme na frente e eu fui um pouco mais atrás na cadência.

Passamos pelas entradas das trilhas da região de Biritiba Mirim e fizemos uma pausa lá no mirante do km86, ou seja, da Cachoeira do Elefante. Dali então foi mais descida com muita atenção e adrenalina também.

O dia tava muito agradável, o sol não deu trégua um só momento, mas o ambiente vivia um frescor muito bom e assim, após umas 3 horas de role, chegamos na praia. Curtimos um pouco e fomos já garantir nossa passagem de volta, agora subiríamos de busão. Tranquilo e calmo, muito satisfeito com o role.

Enfim, qualquer dúvida é só dar um salve! Valeu!

Dicas gerais para prática de trilhas na natureza:

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sábado, 19 de janeiro de 2019

Pedra Grande de Quatinga via Paranapiacaba

Pedra Grande de Quatinga via Paranapiacaba (alt +-1150m.)
16/01/2019

Foto 1: Pedra de Quatinga - Mogi/ Paranapiaca


Normalmente, quando se passa dos 30 anos já se consegue ter algumas percepções da vida. Algumas lições já foram lecionadas e nos exercícios de aplicação obtiveram-se os erros e os acertos devidos. Muito depende, na real, da intensidade vivida destes anos, e também das condições físicas, espirituais e materiais. Mas também essa certa idade pode ser uma armadilha ao assegurar que a vida pode ser mais bem compreendida, ou que se podem adquirir as respostas necessárias para quem às procuram sobre os dilemas cotidianos. O tempo deixa o legado de altos e baixos, ora íngremes ora mais planos, concede encruzilhadas e bifurcações, ora por vias mais longas e com diversas barreiras ora pelos espertos atalhos. Nesse período, portanto, pode se saber alguns caminhos de cor e prever, de certa forma, o que poderá acontecer, mas a certeza em geral é que pouco ou quase nada se conhece da vida, muitos caminhos a serem trilhados ainda são desconhecidos, e é preciso sempre abrir-se para o novo.

“Sempre o vento sopra mais forte
Pra quem não está acostumado com o frio daqui
Sempre o tempo passa depressa
Pra quem se interessa viver mais um pouco aqui”

Poxa, eu briso em fazer umas caminhadas e poder chegar aos picos, me manifesto e me encontro em várias reflexões lokas, sinto medo também e respeito muito a natureza. Fiz esse role para a Pedra Grande de Quatinga numa quarta feira, dia 16 de janeiro de 2019, um dia ensolarado se fez, foi daora!

Dessa vez eu madruguei de verdade, 03h30 da manhã estava eu de frente a estação Brás da CPTM aguardando o funcionamento dos trens pra me levar até a estação Rio Grande da Serra, aproveitei a operação madrugada dos ônibus em São Paulo para me adiantar no horário. Às 05h30 embarquei no ônibus Paranapiacaba (emtu 424), o dia não havia amanhecido ainda e após eu pagar a tarifa de R$4,40, o bus seguiu pela estrada completamente escura. Na real dava até medo daquela escuridão, e uma parada estranha era que bem no horizonte se via diversos relâmpagos no céu. Logo pensei, “pronto, fudeu! Vai melar o pião!”

Às 05h50 cheguei ao final da linha, que é bem de frente ao cemitério, e assim atravessei a ponte avistando parte de Paranapiacaba. Andei pelas ruas de paralelepípedo ainda desertas sentido a Estrada Taquarussu. Ao chegar à estrada o ambiente foi se fechando em mata nas bordas da via. Eram 06h07min quando olhei o celular, o dia sem amanhecer ainda e na minha mente aquele receio referente àqueles relâmpagos que vi anteriormente. Continuei caminhando em passos rápidos e aos poucos o céu foi clareando e cada vez mais eu ficava confiante de que chuva não viria no meio da minha caminhada.

Acredito que em 45 minutos cheguei ao vilarejo Taquarussu, onde atravessei pela estrada ao lado, pois a vila é cercada. Nesse momento o tempo já havia se firmado e, apesar da neblina, o dia estava bom. Até aqui foram passos em estrada de terra batida com alguns cascalhos, dois pontos de água se passaram, mas na ida não precisei abastecer, pois tinha 2,5L de água na mochila. Nesses pontos dá pra ouvir o barulho dos riachos e têm também placas indicando a necessidade de guias credenciados para adentrar as trilhas. De fato ainda não sei pra onde levam essas trilhas desses pontos de água e segui direto, rumo ao meu objetivo do dia.

Com aproximados 7km de pernada, cheguei à primeira bifurcação do trajeto, onde à direita leva pro camping do simplão de tudo, mas o caminho que segui foi o da esquerda (foto2). Logo depois, uns 500 metros, apareceu uma trifurcação na qual andei reto (foto3), a partir de então fiquei mais atento, passei por um poço e logo viria uma bifurcação pra direita, mas a referência pra essa guinada não tava tão nítida. A não ser que você esteja se orientando por um GPS é melhor prestar bem atenção. Ao passar por algumas raras casas, após esse poço, terá uma com um muro grande e um portão cinza (foto5) depois dessa casa a próxima bifurcação é à direita (foto6), que desde o poço deve ter dado por volta de 1,5km.

Então, nesse momento, a estrada foi se estreitando mais, ainda com algumas moradias bem legais e um riacho atravessando a estradinha. Ao caminhar uns 10 minutos por esse trecho, veio a primeira visão do pico (se não tiver muita neblina). Andei nessa estrada por uns 20 minutos ao todo até larga-la pra uma bifurcação à direita (foto7), agora sim bem mais restrita a caminhada com aspecto de trilha. 10 minutos nela e saí na estrada novamente curvando a direita e subindo, no lado esquerdo uma propriedade com uma placa dizendo “Cão Bravo”, desse ponto, nem 2 minutos já se encontra então o inicio da trilha à direita da estrada. Como referência tem um muro branco com um portão semi enferrujado (foto8). Eu, meio que confuso, decidi subir mais um pouco pra tentar visualizar melhor a montanha e quando a vi bem grande na minha frente, “é ali mesmo”.

Aqui, já eram umas 08h50, a trilha começou bem batida e agradável de trilhar, a inclinação era básica, mas aos poucos já tava ganhando altitude. Já tinha em mente de relatos pesquisados de que um trecho íngreme viria e assim fui caminhando até esse momento. Tinha muita teia de aranha atravessando e lógico que tomei cuidado pra não desfazer todas as teias, algumas eram inevitáveis e outras eu nem via, só sentia algo meio que coçando nos ombros. Logo avistei uma rampa improvisada e nesse ponto a aclividade começou a se apresentar firme. Então, de bate pronto deduzi que desciam de bike naquela via, algo confirmado conforme fui subindo. Outras rampas apareceram e a pista sempre batida e sem bifurcações aparentes. Acredito que após uns 15 minutos a situação começou a ficar séria. A inclinação realmente existia ali, mas com a vontade de subir esse esforço foi tirado de letra, mas o cuidado era intenso já que o perigo era constante. Qualquer derrapada causaria uma queda feia, e sozinho nunca é bom sofrer esses tipos de acidentes. A trilha é conservada pelos bikers, que em vários pontos colocaram fitas de delimitação da pista e também improvisaram rampas. Realmente, imagino eu, deve ser uma aventura e tanta descer essa via de bike e deve se ter uma baita experiência para tal, pois só visualizo acidente fatal ali em caso de queda.

Com 45 minutos cheguei ao topo, ufa!!! Ao sair da trilha tinha uma placa vermelha alertando motoqueiros a não zoarem o trabalho dos MTB. Vi outras trilhas saindo lá do topo, segui tal trilha por um tempo e fiquei na duvida se o caminho que subi era o que eu deveria subir mesmo. Enfim, o importante é que cheguei bem e fiz um exercício bom. Hora de curtir o pico!

Aquela velha resenha: fotos, lanches, respiração profunda, descanso pras pernas, visual loko, etc. Pra depois de 30 minutos voltar num ritmo bom ainda, pois tinha horário a cumprir. Fiz o mesmo caminho da ida, desci em 35 minutos e fui estilingando na estrada. A intenção era embarcar no busão das 13h.

Resumindo, cheguei 13h05 e por milagre veio outra linha as 13h30 que passava em varias estações de trem, mas cobrava R$6,75. Fui nela mesmo. Bebi os últimos goles de água que eu havia pegado em um dos pontos do caminho. Fresquinha, fresquinha! Ponto de água que na verdade salvou, pois mesmo levando bastante água, tinha faltado em certo momento da volta. Mas correu tudo ok! Só agradeço! Não sei se Mogi das Cruzes ou Paranapiacaba, pois parece que Quatinga e a pedra ficam num bairro já em Mogi.Ou talvez os dois municípios dividem essa natureba. O que também segui como referência foi as placas "Caminho do Sal", as vezes segui-las pode salvar na horada da duvida!

PeDeNatureza a pé!!! É nóis!

Dicas gerais para prática de trilhas na natureza:

https://pedenatureza.blogspot.com/2019/01/dicas-gerais-para-pratica-de-trilhas-na.html


seguir à esquerda, direita é simplão.

seguir reto na encruzilhada

poço no caminho

casa antes da bifurcação

virar à direita aqui! importante

trecho à direita

inicio da trilha!!!direita

rampa de bikers na trilha

trecho mto íngreme

no topo ainda meio neblinado

visão do pico

outro ângulo

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

De volta a Pedra do Sapo numa boa




De volta a Pedra do Sapo numa boa 

No meu ouvido um zumm insistente, um pernilongo me desperta lá pras 04h00 da manhã. O metrô começa a rodar as 04h40, o destino? Biritiba Mirim, para fazer a caminhada até a Pedra do Sapo. Então, fui até a Estação Estudantes da CPTM e de lá, no terminal estudantes, embarquei no ônibus Manoel Ferreira (E392), assim, desci no final dessa linha. Daí agora se tem uma caminhada de leve que tentarei explicar mais abaixo. De bate pronto vai uma indicação de um relato que é super completo do blog Trilhas e Trips: https://trilhasetrips.blogspot.com/2016/04/relato-pedra-do-sapo-serra-do-mar-de.html

Eu já havia colado nesse role em 2016, mas era um fim de semana de feriado prolongado e peguei um transito danado, acabei fazendo a trilha na parte da tarde e cheguei ao topo já estava escurecendo. Final das contas, eu tive que fazer a trilha de volta no escuro além de não poder aproveitar mais o tempo lá em cima. Ano passado tentei novamente e segui apenas o meu relato que continha um erro e fui parar em outro pico, o do Itapanhaú. Por isso que importante é sempre seguir com um mapa, e com o advento de uma tecnologia mais acessível GPS ou apps que possam visualizar todo o trajeto para além do relato. Se bem que é um tipo de trilha tranquila, mas passível de se perder também.

Biritiba mirim é um município que faz parte da região metropolitana de São Paulo, faz divisa com Mogi das Cruzes, Guararema, Salesópolis e Bertioga. Possui algumas plantações do que me pareceu ser legumes e vegetais, e faz sentido devido sua localização mais próxima de grandes centros urbanos. Sendo assim, o transporte pode ser mais rápido, já que este tipo de alimento perece mais facilmente. Este cenário é mais retratado do que eu vi no Bairro Manoel Ferreira, com seu ar bem tranquilo, chão de terra interiorano, uma adutora perpassando seu território, alguns picos para se aventurar e contemplar vistas da Serra do Mar, etc.

Comecei a caminhada na Estrada da Adutora com um muro beirando à esquerda e mais a frente os dutos à direita. A primeira bifurcação veio depois de uns 20 minutos de caminhada "é só virar à direita passando por baixo do duto. Em seguida terá uma ponte e uma "represinha", agora com os dutos à esquerda (Foto1)"

Continuei seguindo pela principal até sair numa bifurcação que tomei à esquerda (foto 2), a partir dali o próximo ponto de referência foi o Rancho da Dona Maria e antes já se consegue ver a pedra do sapo de longe à direita (1 hora de caminhada de boa). No bar parei pra tomar uma tubaína e ter um bate-papo rápido. Continuei a estrada e já em seguida veio três opções de caminho daí eu segui o da direita descendo, sem erro. A próxima bifurcação tem que tomar á direita conforme foto 3, nesse momento o caminho já se começa a fechar e mais alguns metros já se vê novamente a pedra, agora um pouco mais de perto e de frente. O inicio da trilha vai ser quando essa estradinha em desuso fizer uma curva pra direita e assim na esquerda terá uma trilha nítida subindo (foto4), da última bifurcação deve ter dado uns 20 minutos de caminhada (passou-se por 2 riachinhos). É bom lembrar que aparece outras picadas antes dessa, pelo menos umas duas, mas se for pra Pedra do Sapo, ignore-as.

Na trilha terá mais duas bifurcações, que hoje a primeira tem uma placa indicando à esquerda (foto5), acredito que com 15 minutos de subida ela aparece. Já a ultima bifurcação já se encontra lá em cima é importante seguir à direita. No caso fui testar à da esquerda e foi pura burrice, pois era uma trilha muito íngreme (demais da conta) e depois de escalar, e já quase nesse outro topo, eu olhei para trás e vi a pedra do sapo se distanciando, então tive que voltar numa peleja só. Essa trilha devem utilizar para fazer travessias, mas evitem se for só para a pedra do sapo. 

Isso foi um contratempo chato, gastei muita energia ali e meio que sabendo que não era o caminho, vai entender? Fora o medo de cair pra voltar numa descida de quase 90º, tremi na base.

Continuei então a trilha certa pra agora sem erro com mais 10 minutos poder ver a Pedra do Sapo bem na minha frente. Linda pedra, belo lugar, ótima visão de toda região, do litoral, de outros picos, etc. O sol tava amilhão vigoroso, e não me esquivei dele até porque não dava rs. Dali de cima eu via a imensidão de eucaliptos numa propriedade pertencente a empresa Suzano celulose, inclusive se tem em alguns trechos as placas que indicam isso.
Após uns trinta minutos no topo, o que fazia um tuim agora eram as pernas, mais precisamente meus joelhos. Reforço que foi a bendita empreitada no final da trilha, mas enfim, não adiantar ficar lamentado. Virou um aprendizado a mais, na verdade é sempre assim, cada vez aprendendo mais e mais. Pô e pra quem é da região metropolitana de SP, esse é um local de potencial treinamento mesmo fora de época de montanhismo ou pra preparação de quem está iniciando, pois já se pega uma segurança a mais e vai adquirindo experiências.

É tão favorável esse rolê que fui num bate-volta pra trabalhar a noite ainda. Só não foi mais suave devido as fortes de chuvas que caíram naquele dia. Minha sorte que voltei a tempo e as 14h35 tava embarcando no bairro Manoel Ferreira sentido Estação Estudantes. Já o trem estava com os serviços parados, a tempestade chegou de vez. Mas mesmo com o imprevisto deu tudo certo nos meus planos e dois dias depois estava eu no pico vizinho, o da Esplanada.

Enfim, a vida é uma coisa louca. As vezes criamos nossos castelos de ilusões e desejos, ou até mesmo hábitos alicerçados na zona de conforto, pra perceber que o real sentido pode estar nas coisas simples, refazendo ciclos, ou seja, em movimento!!! 

Até a próxima!

Dicas gerais para prática de trilhas na natureza:

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Fotos:  


APÓS A PRIMEIRA BIFURCAÇÃO

Esquerda e logo Rancho Maria

direita, e não passa carro
Inicia a trilha



Esquerda, mesmo se não tiver placa +

Direita, ultima bifurcação

No topo

sábado, 22 de outubro de 2016

De Boa na Cachoeira da Pedra Furada – SP

No rolê: Fepa e eu
(26/09/2016)

Localizada no município de Biritiba Mirim, quase na divisa com Mogi da Cruzes, a Cachoeira da Pedra Furada é um ótimo destino para fazer uma trilha considerava leve, muito bela e com custo baixo para quem reside na região metropolitana de São Paulo.

Pela segunda vez fomos pra essa cachoeira, agora numa segunda-feira nublada e com garoa em certo momentos. Alguns dizem tempo feio, mas em meio a mata da serra do mar fica muito loko o clima. A trilha tem pontos de lama, cruza-se rios que não dificulta muito, apenas deixa a trilha com um aspecto bacana pra quem gosta. Então, saiba, é bom levar roupas reservas pra troca, pois se sujar e molhar se faz necessário.

A trilha se inicia no km 80,5 da rodovia Mogi-Bertioga e tem uns 3 km de extensão. Uma trilha de boa, conta-se três bifurcações: duas pra direita e uma pra esquerda. A última bifurcação começa a perder altitude, tomar cuidado ao descer pra não escorregar. Existem diversos relatos muito bem detalhados de pessoas experientes que fizeram, mas qualquer coisa que souber posso ajudar. Fizemos em 50 minutos numa boa, na intenção de aproveitar cada momento na mata e ao chegar na cachoeira foi euforia!

Pra chegar até o início da trilha, descemos na estação de trem estudantes e fomos em direção ao terminal estudantes, embarcamos no busão Manoel Ferreira (R$3,80) e descemos na Balança (Km 77 da Mogi Bertioga), compramos algumas coisas no bar/mercearia que tem por lá. Da balança andamos até o km 80,5 pela via, é bom ter cuidado pois não se tem acostamento em todo trajeto, então sempre atenção ao andar pela rodovia. A trilha se inicia à esquerda!

Lembrando sempre que devemos visar o menor impacto possível ao fazer o rolê, questão de lixo tem nem o que falar, tem que levar na sua mochila, não deixe por lá.
Mapas dessa trilha tem disponível na internet.

É nois!

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Fotos de celular:






domingo, 22 de dezembro de 2013

Cachoeira do Elefante - Bertioga - SP

Eu sei que eu ando por ai sou andorinha solta e nem sei a estação em que estou vivendo, eu sei que sou um simples andante em Bertioga, Cachoeira do Elefante.

Numa madrugada agradável embarquei no trem com intuito de chegar na estação estudantes, mas antes, claro, teria que enfrentar algumas baldeações e depois de tudo embarcar no busão Manoel Ferreira. Só sei que as 07:10h eu já estava no km 77 (balança) caminhando pela Rodovia Mogi-Bertioga, pra chegar até o km 86. É, resolvi ir pela trilha mais "fácil" porque já havia tentado duas vezes pelo km 81 junto com meu primo e nada. Inclusive nos ferramos na segunda vez.

Pra quebrar o gelo eu voltei lá, quando eu estava no km 82 a neblina invadiu e começou a chuviscar, um cenário bem doido mas a preocupação pairava no ar, porque uma chuva forte poderia acabar com o rolê, e pior, poderia torna-lo perigoso. No trajeto não se tem acostamento, são três passos que separam as pessoas dos carros, mesmo assim pra descer a serra foi normal. Não digo o mesmo pra subir, pois são 5km só de subidão, os outros 4km vão revesando em sobe e desce.

A descida pela rodovia poderia ser monótona se não fosse o entorno da serra uma natureza linda, vira e mexe à esquerda tinha umas quedinhas de água e também atravessava alguns rios. Primeiro vem o Rio Sertãozinho e depois no km 85 uma ponte passa sobre o Rio Guacá, dava pra descer mas tirei algumas fotos e segui rumo ao mirante.

As nove horas eu cheguei no mirante, já tinha uns carros estacionados e um pessoal tirando fotos, o lugar realmente é louco, muito encantador. Bati algumas fotos também e já peguei a trilha descendo. A trilha tava bem escorregadia, desci na cautela sem erro. Nessa descida não tem bifurcações e ao chegar ao rio tem que atravessá-lo, eu achei um pouco perigoso, tinha um pessoal com uma corda e pedi uma carona, mas pra voltar atravessei sem corda, o fato é que se a pessoa não souber nadar cuidado.

Depois de atravessar o rio peguei uma trilha seguindo à direita, sempre margeando o rio, passei por umas três clareiras, atravessei um outro trecho mais tranquilo (foto 17) e em poucos minutos cheguei na enorme Cachoeira do Elefante. Que queda é aquela, a cachoeira é muito monstra, se já é bela do mirante de perto mais ainda. Aquele momento tive que aproveitar, aquele momento compensou qualquer esforço da ida e o esforço que eu faria na volta.

Pra voltar foi tranquilo, na mesma trilha quase pisei numa cobra que foi pro mato bem de mansinho, acho que tinha acabado de se alimentar, quase pisei num sapo também, mais a frente. Passei pelas mesmas clareiras e notei a sujeira deixada pelos campistas, nem sei o que falar, mas enfim, após diversas paradas eu subi a trilha até a rodovia. Subi a serra pela estrada na cautela, choveu, fez sol, neblina veio, neblina foi e cheguei na balança. Tomei um refrigerante no bar, troquei de roupa e fiquei aguardando o busão de volta ao Terminal Estudantes. Estava bem cansado, mas claro contente com rolê.

Até a próxima!

Dicas gerais para prática de trilhas na natureza:

Fotos:

















quarta-feira, 10 de julho de 2013

Trilha, Atalho, Bivaque Forçado, 193 e Rapel

É isso mesmo, tudo num só rolê e com cachoeira também.

Paisagem que antes circunstanciava apenas minhas singelas imaginações foi realidade às 16h, num 30 de maio. Em circunstancia não muito favorável tínhamos a natureza aos nossos pés provando que pé de natureza não foi à toa, não é à toa... ( "...que raios de merda estou fazendo aqui?") Isso eu pensei, acredita? Agora, me diz se a situação não era desesperadora e perigosa.

"Não é à toa que entendo os que buscam caminho. Como busquei arduamente o meu! E como hoje busco com sofreguidão e aspereza o meu melhor modo de ser, o meu atalho, já que não ouso mais falar em caminho. Eu que tinha querido. O Caminho, com letra maiúscula, hoje me agarro ferozmente à procura de um modo de andar, de um passo certo. Mas o atalho com sombras refrescantes e reflexo de luz entre as árvores, o atalho onde eu seja finalmente eu"  
(trecho Em busca do Outro- Clarisse Lispector)

Após muito vara mato devido a um "bendito" atalho, que a convicção e a vontade de trilhar nos fez persistir mesmo sendo um puta vara mato.
Olhávamos barranco abaixo e traçávamos nossa trilha, fazia parte do atalho (na nossa mente, ou na minha) e não demorou muito para ouvirmos o barulho constante de água caindo, de água passando, direto, bem forte.
Assim seguimos nossa caminhada, ou melhor, nossa escalaminhada ou melhor descalaminhada de serra, se é que existe esse termo... exigindo muito esforço, exigindo muita atenção, estava muito perigoso, muito escorregadio.

Quando vimos que essa cachoeira não chegava já tínhamos decido quase 3 horas. Enfrentávamos obstáculos bem difíceis, qualquer deslize poderia ser fatal, qualquer acidente nos deixaria numa situação de extremo perrengue.

"Tentar subir tudo o que a gente desceu, ou seguir o barulho da água, para quem sabe seja a Cachoeira do Elefante?"
Por falar em cachoeira do elefante, era esse o nosso objetivo do bate-volta do dia.

Seguimos, aos trancos e barrancos, chegamos numa queda belíssima, paisagem de tirar o folego, cenário privilegiado que mero ser humano ao comparar-se torna-se nada, se é que é alguma coisa. se é que já foi alguma coisa. Destruir e transformar, ah, isso o humano faz, desenfreado, diga-se de passagem, odeio blocos, odeio muros... A natureza há de mostrar sua fúria.

Eu aproveitei, tava cheio de barro e formigas pelo corpo, me pus a agarrar a rocha e deixei a água massagear minhas costas, as pernas estavam bambas pois pisar em solo firme apos mais de 4 horas de barrancos deslizantes foi diferente.

"A do Elefante deve estar mais abaixo. Ei, achamos!!!"

Mas não, a cachoeira do elefante não estava logo abaixo, na verdade estávamos perdidos, alias, desorientados pois sabíamos que descendo uma hora ia dar na cachoeira do elefante. Que hora seria esta? Não dava pra saber nem imaginar, não tinha trilha, não dava para descer mais pela queda, a unica referencia era o mirante do km 86 da rodovia Mogi-Bertioga, víamos o mirante bem distante e um pouco abaixo de nossa linha reta (imaginaria).

Começava-se a escurecer, e a questão que pairava, o que fazer???

Continuamos a complicada descida, mas antes, tivemos que fazer uma escalada agarrando pela raízes no paredão natural, estávamos numa caminhava que parecia que não saia do lugar. O desespero já era evidente, estávamos sem saída, despreparados no meio da mata, totalmente despreparados, sem bussola, sem gps, o único mapa que tínhamos virou pó. Mais de uma hora depois voltamos às margens das sucessivas quedas, e já ao anoitecer Felipe decide ligar para os bombeiros pois ele notou que seu celular dava sinal, mesmo estando no meio da mata. Ficamos surpresos com o sinal da operadora Vivo que permitiu que fizéssemos contato com os bombeiros e com familiares. Se ao menos alguém pudesse dizer o quanto faltava para chegar a cachoeira do elefante ou se tinha jeito de chegar né, se eu tivesse a informação da altitude saberia o quanto faltava. Mas nada.
A LIÇÃO: NÃO SE EMBRENHE SEM PREPARO. atalho, deixa pros experientes ou para quem conheça bem a região.

O jeito foi preparar as folhas, achar um canto pra dormir, sem barraca, sem cobertor,sem lanterna, com frio e previsão de chuva. ( nossa sorte foi que erraram na previsão).

Minha roupa estava úmida, ainda do banho que tomei. Se escureceu e não secou não ia secar mais, a tendencia era diminuir a temperatura, mais e mais.

Às 18:30 uma viatura da PM apareceu no mirante confirmou a ocorrência e às 19 horas os Bombeiros estavam por lá. Com uma lanterna bem forte nos localizou devido a descrições do local que o Felipe falou pelo celular, mas já era tarde, eles disseram que estávamos muto longe e ainda tentaram fazer o resgaste mas não tinha acesso, a não ser por difíceis escaladas, e outra, os bombeiros nem a defesa civil tem autorização para fazer buscas a noite, realmente não dava... de dia já tava perigoso!

A orientação foi a de dormimos por lá mesmo...que enrascada, lembrei do momento que li o relato que dizia da existência desse atalho, atalho esse que ficava antes de um desmoronamento, e quando eu olhei no mapa realmente dava na cachoeira em uma pernada mais curta. Poxa, se existia atalho não era aquele. foi muita maluquice, o preço foi salgado mas poderia ser mais caro.

Raramente eu levava roupas reservas para as trilhas, voltava mulambão mesmo no trem, mas nesse dia eu levei uma blusa reserva, uma bermuda e um par de meias. As meias viraram luvas,  a berma cobri a cabeça e fiquei com duas blusas, assim, só a calça que tava úmida. O Felipe utilizou umas técnicas lá, e arranjou folhas espalhadas por dentro da roupa para melhor aquecer e deu certo, porem não foi suficiente para nenhum dos dois, parecia que não dava pra dormir nem meia hora direto. A hora não passava, o jeito era esquecer que existia tempo... até cair na real que estava na mata...

Ao amanhecer fazia muito frio, o vento gelado não deu trégua, a cachoeira do nosso lado monstruosa, não parou também. Ficamos sabendo que se descêssemos de 15 a 30 minutos encontraríamos um grupo praticando rapel ao lado de uma cachoeira. Pra chegar até lá foi muito difícil, escorregar o barranco no meio da mata fez-se necessário, sorte que passei apenas por algumas formigas, mas poderia ter encontrado coisas piores.

Com aquele semblante de debilitados aos encontrar pessoas com quem pudêssemos nos orientar para ir embora ficamos alegres. O pessoal já sabia nosso nome, pois os bombeiros havia avisado que estávamos perdidos. Infelizmente não captei o nome do grupo deles, parece que era Desbravadores de Cristo, mas procurei algo na net e não achei, eles foram super legais e nos ajudou bastante, tanto na pratica como no psicológico. O jeito menos difícil de descer os mais de 40 metros era através de rapel. "Rapel?" Pensei que ia ser tranquilo, afinal, não tenho medo de altura e gosto de aventuras, mas não.

Quando coloquei o cinto, ouvi as orientações e fiquei de costas com a perna esticada, me senti inseguro. Passou um filme na minha cabeça rsrs desde quando nasci, aí eu pensei: "vou morrer? Tão novo!" risos. Risos agora, mas na hora voltei atras e falei que não conseguiria. Tirei o cinto e estava disposto a esperar o ultimo que ia voltar com o equipamento através de uma perigosa escalada. O pessoal muito prestativo ainda insistiu e me convenceu que o rapel era seguro que o pior já tinha passado. Coloquei o cinto novamente e advinha?... desisti de novo. Aí o Felipe decidiu ir, e foi na primeira. Lá embaixo ele teve contato com os bombeiros que estavam a espera, que por questão de honra não sairiam de lá sem os aventureiros.

Apos uns 15 minutos eu desci, ainda tentei desistir no meio do caminho e o instrutor falou que já era, não tinha mais jeito, era descer ou descer. Minha perna dobrou, me desequilibrei e bati o joelho na rocha, mas foi tranquilo e foi a hora que olhei para o lado uma puta queda d'água, caralho, era  a cachoeira do elefante, muito louco aquela visão, mas foi breve, a descida continuava, e depois que peguei o jeito foi suave.

Gostaria de agradecer os Bombeiros, a Defesa Civil e todo o serviço do 193 e 199, mutuo, pela ajuda, informações e resgaste. A empatia deles foi muito importante, pois pra maioria das pessoas que vão trilhar ter que chamar ajuda é uma puta derrota, entretanto, para sobreviver se fez necessário, independente de despreparo e culpabilidade.

Os agentes da Defesa Civil nos levou até Bertioga, nos ofereceu suporte e ajuda financeira para voltar, nós não precisamos, mas vale enfatizar que foi de uma cordialidade rara. Obrigado!

E até a próxima!!!

Amplexos.

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