sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Cachoeira e Morro do Voturuna - Santana do Parnaiba - SP

Olá! Segue um relato de um breve bate-volta na Cachoeira do Voturuna em Santana do Parnaíba, passando pelo morro votunura.

Numa manhã, 04h30, ainda com o céu escuro, sai de casa para uma caminhada nos ares do interior de Santana do Parnaíba. Era meio de semana e também dia de trabalho, porém com tudo certo e programado, resolvi por pé na estrada pra depois ir pro compromisso as 17h00. A única desvantagem é ter que ficar grilado com o horário de volta, e isso aconteceu. Ainda mais contando com o horário irregular da linha 800-Suru (Cururuquara), 

Santana de Parnaíba fica na zona oeste da região de metropolitana de São Paulo e consegui chegar pegando um trem mais dois ônibus, gastando aí em torno de R$20,00 de passagem. (ida e volta).

As 05h45 desembarquei na estação Barueri da cptm, passei a catraca e sai à esquerda pra passar por um túnel sob os trilhos, logo já dei de cara com uma lotação parada anunciando Terminal Santana, "do Parnaíba?" perguntei. O motorista confirmou. Ele ficou chamando o pessoal por 15 minutos, até que as 06h05 partiu rumo terminal. Foi questão de 25 minutos e eu já estava sentado num banco do terminal Santana. A próxima linha era a 800-SURU cujos horários eu tinha em mãos, só não sabia se estava vigente ainda, mas mesmo assim me baseei nele. e dizia que o próximo sairia de 'São Luis' as 06h40, então aproveitei pra comer algo quente e salgado, já que os lanches que eu tinha eram frios. 

Deu 07h15 e veio o busão suru, e como eu tinha visto um pouco do trajeto no google maps, nem falei com o motorista pra me avisar quando chegasse o 'Racho Tuqson’. Depois de 15 minutos de viagem fiquei mais atento e após passar o condomínio voturuna, na altura de 9000, já se conta mais 1km pra chegar até o lago que dá na rua Nhambu. Ao descer na frente da Rua Nhambu, abandonei a Estrada Turística Suru e fui andando na estrada de terra com o lago à direita. Minha caminhada começou as 07h40, o sol já estava no ambiente, firme e forte! Com 10 minutos de caminhada veio uma curva à direita, em mais cinco minutos outra à direita, sem bifurcações. Continuei andando numa estrada tranquila onde só passou um caminhão levantando poeira que logo baixou. Mais 10 minutos e veio outra curva à direita, tudo bem obvio, até que as 08h15 cheguei num portão que dizia entrada proibida, pois era propriedade particular. (foto3) Percebi que tinha uma fresta no portão e segui, mas ainda em duvida se era o caminho correto, pois não tinha visto relatos desse portão. "Só podia ser ali" e fui.

Continuei subindo até chegar numa clareira e peguei a trilha à direita, a única que tinha. Sei que as 08h35 já estava de frente a cachoeira do voturuna, após trilhar rapidamente uma trilha bem batida. Ali fiquei um pouco e já fui subir pro pico. Foi uma subida bem íngreme que começa um pouco antes da cachoeira,e ao longo dessa trilha subindo, eu vi outros patamares de queda. Essa subida é um pouco perigosa, foi necessária atenção redobrada, pois um escorregão causaria muitos problemas. 

Aos vencer essas 'escaladas', saí numa parte mais tranquila do morro, onde não se tinha uma trilha evidente, mas tinha alguns rastros de bosta de cavalo e fui seguindo morro acima até chegar ao pico. De cara na minha direita, eu via um pico maior, porém devido a minha restrição de horário e a minha vontade de tomar um banho de cachoeira na boa, decidi voltar dali mesmo, quem sabe numa outra situação eu consiga andar pelo morro.  

O sol estava estralando, tempo bem quente e nada melhor que me jogar embaixo daquela queda. Desci novamente na cautela pra curtir a água, que tava aquele ambiente só pra mim. E foi uma baita realização, após o banho comi meu lanche e fiquei refletindo em meio à natureza.

Pra voltar fiz o mesmo caminho, reparei numas mangueiras que captam água pros sítios e tinha dois pontos que estavam furados, mas ali sem erro. Reparei também na limpeza do local, não tinha vestígios de lixo. Vi vários pássaros e nisso eu refleti como eu sou leigo em reconhecê-los. Essa educação urbana nos faz leigos nessas questões, mas coisa que de certo tenho que ir atrás, pois queria muito identificá-los não só pelos mais conhecidos.

Enfim, foi um bate volta bem bacana, fui trabalhar meio quebrado das pernas, mas bem leve pelo dia que tive.

É nóis!!!


Fotos:














quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Cachoeira da Usina Capivari via Jamil - Marsilac - SP

Cachoeira da Usina Capivari via Jamil - Marsilac - SP
Fevereiro 2017

Ainda é verão na parte sul do hemisfério, e por ser a estação mais quente consegui pegar um dia típico de verão, ainda tive a sorte de não contar com as pancadas de chuva à tarde. Digo sorte principalmente devido a uma parte da trilha ter que ser cruzada pelo leito do rio e se chovesse aumentaria o nível d'água.

O plano era basicamente conhecer e acampar na Cachoeira do Jamil e no dia seguinte ir pra Cachoeira da Usina, ambos em Marsilac, distrito de Parelheiros. Perdi um dia para resolver algumas coisas que estavam pendentes então ao invés de dois dias e meio, tive um dia e meio. Mas correu tudo tranquilo, aproveitei em um dia pra ir aos dois destinos e retornar ao camping pra descansar. 

Cachoeira do Jamil

A Cachoeira do Jamil é na verdade um complexo com cachoeira, corredeiras e conta ainda com uma prainha bem tranquila no final da propriedade. De infraestrutura bem simples, com ar típico de interior e paisagens belas, o camping é um bom lugar pra contemplar a natureza na paz. 

Por volta das 09h00 de uma terça-feira, fui recepcionado pelo Jamil e após as apresentações fiquei sabendo um pouco da história do local e um pouco do que já ocorrera por ali. Na minha estadia por lá fui bem recebido e fiquei de boa até umas 13h00.

Pra chegar no camping eu desci no final do ônibus "6L05-Barragem" que saiu do Terminal Parelheiros. As 07h30 comecei a caminhada depois de ter comido um lanche no bar de esquina bem de frente onde desci, abandonei o asfalto pra já se ter uma estrada de terra e após duas placas indicativas das cachoeiras e antes de passar a terceira placa virei a direita pra seguir por uma estrada bem mais 'tranquila'  por durante uma hora até sair na linha da EE sorocabana que vai pra Santos. Ao chegar nessa ferrovia, segui sentido a estação Evangelista de Souza (desativada), antes de chegar na estação virei a esquerda e após uma subida de 10 minutos vi mais placas indicativas dizendo faltar apenas 2km até a cachoeira do Jamil.  A partir daí foi só seguir as placas sem erro. É sempre bom levar um mapa junto.

Cachoeira da Usina

Já sem muito peso nas costas, mas sob um sol forte comecei minha caminha pelos trilhos do trem,  no mapa apontava em torno de 7km até a cachoeira. De início um pouco de receio e também dificuldade pra se acostumar a andar pelos trilhos, coisa que depois de 15 minutos já estava bem apampa, só bem atento onde eu pisava. No inicio teve alguns acostamentos, mas logo se acabou e teve que ir pelos trilhos mesmo. A paisagem é sem palavras, um contraste muito loko entre os trilhos e as arvores, até quando se passava algum trem de carga era bacana, apesar de fazer um baita barulhão e ter vagão que não acaba mais. Após passar a primeira ponte tinha um pessoal trabalhando na manutenção do trilhos, passei rapidamente deixando um breve salve.

Depois de uns 40 minutos a caminhada se torna cansativa, pois o sol tava rachando, mas foi questão de 10 minutos e cheguei no inicio da trilha (foto 9), quando se avista a parte direita do túnel já se vê a trilha à direita com um corredeira ao lado. Um pouco antes teve uma placa dizendo que faltava 200 metros para chegar no túnel, ao avistar essa placa já fiquei atento.

Depois de me embocar na trilha a sensação foi demais, trilha bem batida e um ar bem típico da serra do mar, um frescor tomou conta do corpo e o fôlego renovou. Eu pensava a todo momento de como estaria o rio que eu teria que cruzar mais à frente. Foi coisa de 20 minutos e chegou a hora da ponte, por cima não dava pra passar então fui por baixo mesmo, algumas cordas ajudavam a travessia que apesar de perigosa foi tranquila. Agora, o risco de escorregar ali é bem visível, atravessei no cagaço e depois que atravessei fiquei pensando na volta que não poderia chover rs. 

Logo fui passando por uma casas abandonadas, após passar por uma clareira pra acampar, segui a trilha da esquerda, o som do rio já estava a mil e de primeira já presenciei algumas quedas, uma delas parecia ser uma barragem e as outras naturais. Fui seguindo o leito do rio pelas rochas com muita cautela, pois escorregar ali é risco de morte na certa.  A tranquilidade do canto dos pássaros teve espaço para o alto som das águas do rio capivari, bem forte!

Ao chegar no topo da cachoeira o visual era esplendido, olhar aquela baita queda de lado formando um arco-iris bem lá embaixo onde as águas batiam com toda agressividade natural nas rochas, foi a recompensa de todo o esforço. Ao visualizar a natureza de frente tem todo panorama da paisagem local com diversos picos arborizados. 

Fiz a pausa pra um lanche e pras fotos. Voltei e fui pra outra trilha e ao enxergar a cachoeira por uma fresta me contentei e evitei de descer a trilha aquela tarde, já fica uma pedida pra próxima. Pois a pressa ali poderia causar um escorregão e sozinho ali seria difícil se recuperar. E sempre o receio da chuva que por sorte não veio.

Na volta fiz o mesmo caminho, foi tudo sob controle, só o cansaço que veio então diminui o ritmo e fiz mais paradas de descanso. Esse lugar com certeza foi uma aventura bem bacana, pretendo voltar mais vezes, pois querendo ou não moro aqui no extremo sul da cidade de São Paulo. Sim, tudo isso foi em sampa ainda.

Preços: Condução ida e volta- R$07,60 / Camping R$30,00

Pede natureza, pé nos trilhos! 

Fotos e vídeo abaixo:




















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