sexta-feira, 23 de março de 2018

Paraty: Praia do Sono + Antigos e Trindade - RJ

Paraty: praia do sono + antigos e trindade - RJ
14/01/2018

Roteiro
14/01/2018
Cheguei de viagem depois do almoço, conheci o centro histórico na parte da tarde e a noite assisti uma peça de teatro
15/01/2018
Bate-volta o dia todo na Praia do Sono e a Praia dos Antigos
16/01/2018
Bate-volta em Trindade + Caixadaço e na tarde Corredeira do Corisco
17/01/2018
Volta pra SP pela manhã  

"Corri como um louco em busca da felicidade e trouxe apenas as mãos vazias pendentes de ilusões. Caminhei então, devagar, em busca do meu próprio destino e hoje trago as mãos cheias carregadas de vida. Me aconteci, me manifestei, me existi. Sou um ser que está fora. Para fora estão os meus olhos que percebem as ilusões do mundo. De fora entra o ar que respiro e mantém o meu alento. Lá fora é que estão o céu e o inferno, os santos e os demônios, os que me envolvem de amor e os que me sufocam de tanto ódio. Como então posso retornar para dentro?” Ildegardo Rosa


Sono, vista da trilha Antigos
Dia 1: Centro Histórico de Paraty
O ano havia começado, muita coisa já tinha acontecido, os rumos e as novidades de 2018 estavam aparecendo, planos sendo feitos e assim segue a vida. Se a meta fosse metamorfose, talvez não mudaria tanto. Mas essa primeira visita em Paraty foi ótima, ainda que mudei de roteiro na última hora, pois ao invés de ir pra Trindade eu iria pras Cachoeiras na Penha. Como eu atrasei 3 minutos pro ônibus vai ficar pra próxima.

Do terminal rodoviário Tiete em SP, embarquei num ônibus rumo a Paraty, no Rio de Janeiro. A empresa foi a Reunidas Paulista e custou R$78,00. (link aqui) Foi uma viagem de 6 horas com algumas paradas e margeando algumas praias de Ubatuba e tal. Na verdade eu capotei na ida, aproveitei que foi uma corrida bem suave!

Da rodoviária de Paraty, eu tinha o mapa de dois hostels no centro, poderia escolher um deles e o escolhido foi o Macabea Hostel (link aqui). Ótima estadia, tudo bem organizado e o pessoal do atendimento bem gente boa. Fiquei no quarto compartilhado por R$40,00 a diária. Dali já fiz um tour por conta própria no centrinho histórico.

O centro histórico é tombado como Monumento Histórico Nacional do Brasil, então a arquitetura é ainda preservada desde o período colonial, o interessante é andar pela ruas de paralelepípedo e poder perceber o sistema de ecoamento das águas pluviais de antigamente. Já a arquitetura tem algo de Barroco. Passei pela Igreja Nossa Senhora do Rosário, que foi construída pelos escravizados e para escravizados daquela época, na frente dessa igreja pude ter o contato com o Anderson, que tem um grande acervo histórico na mente e se veste como cativo da época. É uma pessoa bastante conhecida, pois já vi algumas matérias sobre o trabalho dele em Paraty. 

Era domingo, tinha alguns palcos nas praças, pois após a missa teria show, mas ao passar na casa de cultura eu comprei o ingresso pra uma peça de comédia, assim finalizei o dia! 

Dia 2: Praia do Sono e Praia dos Antigos
Acordei cedo, já estava bem empolgado para viver o dia que viria. O plano era pegar um busão no terminal urbano na rodoviária, que custou R$04,10 e já me deixou na entrada pra trilha da Praia do Sono. É sempre bom confirmar o local de descida com o cobrador, mas nesse caso não tem erro é só descer no final, e tem um outro ponto antes pro pessoal que vai de barco.

Pra chegar até a Praia do Sono encarei uma trilha de mais ou menos uma hora, na caminhada de leve. A trilha é bem demarcada tendo em vista que muita gente passa por lá, desde crianças aos mais velhos. Se tiver em época de chuvas é bem capaz de estar um lamaceiro só, assim foi minha trilha. Então prepare-se minimamente para encarar uma trilha, levar água, lanche leve, roupa e calçado apropriados! 

A Praia do Sono já se desenvolveu bastante, alguns preferem assim outros gostavam das características das antigas. O sistema de eletricidade chegou lá e em outras praias ao redor. Existem diversos camping's na praia do sono, já de cara com o mar. Sempre bom e nunca é demais lembrar de ir já pensando em fazer o minimo impacto pro meio ambiente, pra natureza. 

A paz ali reinou, que belo refugio e dali sai trilha pras outras praias e até pra cachoeiras, mas eu tava mesmo num descanso da folga do trabalho e de todas as correrias e me contentei a minha ida até a Praia dos Antigos.

Pra chegar até os Antigos, atravessei toda a extensão da praia do sono e segui por uma trilhinha, no inicio começou bem íngreme, mas na descida depois já se avista aos pouco a outra praia que tem um aspecto mais de deserta e não tem comércio, então se for comprar algo que faça no Sono.

Nesse rolê não tem erro, são trilhas autoguiadas, acho que não preciso descrever as praias, vou deixar alguns registros abaixo... e pra voltar fiz o mesmo caminho e fiquei atento no horário do último busão de volta pro centro. Fora isso foi dez, ainda deu tempo de jantar antes de encarar a trilha de volta.

Igreja do Rosário

um peixe e uma gelada, a hora!

apareceu o sol

pra sonhar, buscar o mar


Praia Antiguinhos lá no fundo


Praia dos Antigos


Dia 3: Trindade
Bom, para falar a verdade Trindade não estava nos planos pra essa vez, mas foi após eu perder o horário do busão pra Penha que eu improvisei a ida pra trindade (e que belo improviso). Isso pra perceber o potencial desse lugar, e ainda tem um monte de rolê e opções em Paraty e região que nem ao menos citei aqui.

No mesmo terminal urbano da rodoviária, embarquei no ônibus "Trindade", preço R$4,10. 
Ao chegar na região montanhosa, um caminho bonito, já tava avistando as praias. Menos de uma hora chegamos no destino. Lá também sem erro do trajeto das trilhas. Peguei até a Piscina do Caixadaço, a trilha também estava bem cheia de lama e certos pontos se fazia um pequeno congestionamento de pessoas, sinal que tava dificil a  navegação pela trilha.

Trindade no geral tinha muita gente e após curtir um pouco das praias voltei pro centro pra emendar com outro rolê, antes eu almocei... Quem sabe Penha?... mas nem deu pra ir pra Penha, então arrisquei e fui pro Corisco. Já no terminal novamente, perguntei pro cobrador se o Corisco passava por alguma cachoeira e ele me falou de uma corredeira.

Finalizei meu dia lá, mais precisamente num boteco que tinha bem em frente da corredeira do Corisco. Conheci um pessoal lá, entre eles o Paulista da viola, só faltou o violão pra fazer um som, mas ficou pra próxima...

Piscina Caixadaço

Praia Caixadaço

Trindade

Corredeira Corisco

Por fim, no 4º dia eu estava preparado pra retornar pra SP, iria trampar já nesse dia, mas só a noite! E assim se fez minha primeira visita a Paraty!!!
Até a próxima!

terça-feira, 20 de março de 2018

Pico do Itapanhaú, provando do próprio feitiço contra o veneno

Pico do Itapanhaú, provando do próprio feitiço contra o veneno.
17/03/2018

O pico do itapanhaú está localizado em Biritiba Mirim, SP. No topo possui basicamente uma Torre de comunicações e não se tem um visual bacana apesar de estar um pouco mais de 1000 metros de altitude. Bom, na verdade fui parar lá por um mero acaso do destino ou poderia dizer que o feitiço se voltou contra o feiticeiro. Ou ainda que provei do meu próprio veneno ao me basear num relato que fiz anteriormente. Em 2016 eu tinha conhecido a Pedra do Sapo e fiz um humilde relato, mas num descuido ou falta de atenção, em uma das bifurcações no lugar que segui à direita, no texto pus que segui à esquerda e isso foi crucial para ferrar com o plano de visitar a Pedra do Sapo novamente, por sorte parei nesse outro pico. Normalmente, antes de fazer alguma caminhada, procuro pesquisar e ler de varias fontes, mas como eu já tinha o meu texto, resolvi segui-lo.

É então errei, já corrigi lá no relato e torço pra que se alguém estivesse lido e tentado seguir se baseasse em outras fontes juntas pra confrontar, mas admito que é raro esse tipo de desatenção.

Era sabadão de madrugada e eu já estava acordado, consegui chegar as 07h40 na estação Estudantes de trem cptm. No caso, teria que esperar o ônibus Manoel Ferreira 392A que viria as 08h10. Nisso, fui tomar uma vitamina nos trailers que ficam na parte externa do terminal e comprei uma bolacha. Na parte de dentro do terminal tinha um moço vendendo lanches e café, comprei um lanche pra levar pra trilha e tomei dois copos de café...

Sei que batia no relógio 09h10 quando iniciei a caminhada no bairro Manoel Ferreira. Do ponto de ônibus segui beirando o muro sendo que à direita um duto de ferro me acompanhava. Andei por vinte minutos nessa estrada de terra até fazer a primeira bifurcação, tomei à direita passando por debaixo duto. Logo em seguida o duto passou a se localizar à esquerda da caminhada e assim compartilhamos do mesmo cenário de plantações à esquerda e do outro lado já conseguia visualizar a pedra do sapo, acreditando eu que estaria ali em breve...

Menos de 10 minutos e a caminhada se torna um pouco mais arborizada pra logo surgir outra bifurcação com um portão de ferro preso num seguimento de muro branco em forma de trapézio escrito n*400, agora segui à esquerda. O tempo tava meio doido, da mesma forma que ameaçava garoar o sol aparecia. De fato eu via que só algumas nuvens estavam carregadas. No geral tava tudo suave.

Passada as 09h55 e avisto o Rancho da Dona Maria, ali faço uma pausa, bato uma prosa e compro água. Como eu tava confiante no meu destino, nem confirmei o caminho com ela e continuei.

Outra bifurcação aparece depois de 8 minutos do rancho e tomei à direita. Mais um trecho se passou pra chegar mais uma bifurcação (e essa foi a do erro) que me direcionei pra esquerda. Era 10h25 e eu já estava ressabiado por não lembrar daquele caminho e no caso eu já deveria enxergar a pedra de frente, mas nada. Portanto, confiei mais no relato do que na memória e assim vinha subida atras de subida. Chegou num momento que decidi ir até o final pra ver no que dava, pois se assemelhava muito com as características que eu havia lido do caminho pro pico da torre. Era uma antiga estrada em desuso que era apenas subir, só num momento logo após essa bifurcação do erro teve outra mais a frente que na verdade desemboca na mesma estrada. Então se a intensão for o Itapanhaú, pode subir não tem dificuldade de navegação a não ser a inclinação que tava forte. Fiz as devidas pausas e as 11h10 cheguei pra confirmar o pico. Dali só tinha vista pra um lado e mesmo assim bem pouco. Foi momento da minha pausa pro lanche e respirar mais.

Voltei de boa, ainda na duvida se encararia o sapo, mas decidi ficar suave apesar de ter bastante tempo ainda. Preferi tomar umas latinhas na Dona Maria pra depois seguir rumo de volta.
Por lá retorno em breve pra ir em outros picos!
Até logo.


Minha ida a pedra do sapo
http://pedenatureza.blogspot.com.br/2016/04/pedra-do-sapo-no-bairro-manoel-ferreira.html


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